segunda-feira, 11 de julho de 2016


Número de indústrias cresce 35% nos últimos quatro anos em PG

Mesmo com um cenário nacional desfavorável, com o fechamento de indústrias e de estabelecimentos comerciais, Ponta Grossa mantém seu ritmo de expansão de empresas. Fruto dos mais de R$ 3,3 bilhões em investimentos industriais em 20 enquadramentos no ‘Paraná Competitivo’ desde a criação do Programa, em 2012, o município elevou o número de indústrias ativas de 1.197, em 2014, para 1.238 no ano passado. Já o número de estabelecimentos do comércio subiu de 8.715 para 8.730. Os números são uma prévia da Secretaria Municipal de Gestão Financeira, obtidos junto à Receita Estadual.
O número que mais chama a atenção, no entanto, é a evolução observada desde 2012. Há quatro anos, o município tinha 915 estabelecimentos industriais e 6.818 comerciais. Ou seja, nesse quadriênio, houve um incremento de 323 novas indústrias e 1912 empreendimentos comerciais. Isso representa um crescimento industrial de 35,3% e comercial de 28,04%. “Temos garantido um desenvolvimento intenso e vigoroso para todo o estado do Paraná, e confesso que Ponta Grossa e os Campos Gerais são a cidade e região que mais tem se beneficiado pelo bom momento que vive o estado e os grandes programas apresentados pelo nosso governo”, relatou o governador Beto Richa em entrevista ao JM. Para exemplificar, ele cita tanto o Paraná Competitivo quando a capitalização do BRDE. “Foi a maior capitalização que um governo fez ao longo da existência do BRDE, que possibilita recursos importantes disponibilizados para ampliação e fomento da produção no Estado do Paraná”, completa.
O secretário de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, Paulo Carbonar, ressalta que o setor empresarial vive um novo momento na cidade. “Um puxa o outro. Ponta Grossa vem em um ciclo de desenvolvimento que reflete diretamente no comércio. Ao gerar emprego na indústria, gasta mais no comércio. Então é um momento que temos que aproveitar, fazer mais investimentos em infraestrutura, como no aeroporto, que vai aumentar ainda mais a vida de empresas, sem dúvidas”, declara.
Além de ser um reflexo normal dos grandes investimentos, a vinda ou a instalação de novas empresas também ocorre por uma série de outros motivos, como explica Carbonar. “Acredito que o próprio ‘boom’ na área de produção de Curitiba acaba impactando em altos custos de mão de obra. E geograficamente Ponta Grossa tão bem localizada quando a Região Metropolitana, sendo um entroncamento rodoviário e ferroviário importante. A mão de obra qualificada de Ponta Grossa também faz com que empresas venham para cá”, lista. Para encerrar, ele cita a política municipal de atração de indústrias, com benefícios, que é o Programa de Desenvolvimento Industrial (Prodesi).

Diversificação: Município desenvolve polo cervejeiro
Mais do que elevar o número, há um crescimento na diversificação do parque fabril. O setor que mais se desenvolveu neste terceiro ciclo industrial foi o polo cervejeiro. Além da vinda da Ambev, cujo investimento totalizou R$ 848 milhões, são diversas novas microcervejarias, como a Oak Bier, que operacionalizou a unidade em Guaragi, a Palais, a Koch, Kozenbach e a Brauns e Brauns, que recebeu um terreno no Distrito Industrial. Além disso, a Heineken expande a unidade na cidade e, até 2022, investira mais de R$ 400 milhões na cidade. Houve, ainda, o desenvolvimento do setor automotivo, com a instalação da fábrica de caminhões da DAF, a recente implantação da GSS e a expansão da Continental. Já do setor de alimentos houve a instalação do Madero e há a Mars Brasil.

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