separação de embalagens longa vidaCarlos Alberto Mayer - Assessoria
Essas pesquisas resultaram na descoberta do método de separação do papel, do alumínio e de duas camadas de plástico, elementos que fazem parte da composição das embalagens cartonadas, conhecidas como ‘longa vida’, usadas no acondicionamento de produtos alimentícios. A conclusão dos estudos já foi depositada na Agência de Inovação e Propriedade Intelectual (AGIPI) da UEPG, que fará o acompanhamento do processo de patenteamento junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
Segundo Jares, a separação desses elementos é muito difícil. “Esta invenção consiste na produção de um preparo químico que possibilita a separação daqueles componentes de forma rápida, simples e barata, revela”.
O professor explica que a idéia surgiu da necessidade de se dar solução aos graves problemas ambientais, dentro da disciplina ‘Métodos e Técnicas de Pesquisa em Química’, que é a ênfase do curso nessa área. “Essa disciplina tem a finalidade de despertar o estudante para a pesquisa e promover a sua inserção nesses estudos”. Segundo Rodolfo, diferente da tecnologia ora em vigência denominada de ‘tocha de plasma’, esta invenção obtida na UEPG é completamente diferente.
“A forma que inventamos aqui não utiliza nenhum método parecido com aquele, pois enquanto a ‘tocha de plasma’ promove a modificação dos componentes, a nossa metodologia simplesmente separa os elementos sem modificar a composição química e permite a sua reutilização pela indústria”. Rodolfo acrescenta que hoje a taxa de reciclagem desse tipo de produto é de 27%. “Com a tecnologia que acabamos de desenvolver, a expectativa é de que possamos promover o crescimento significativo desses números”, destaca. Para Fábio, desses 27% de produtos reciclados, nem tudo volta à cadeia produtiva inicial.
“Uma parte vai para a inicial e outra é direcionada para reaproveitamento em variadas formas, porém, significativas parcelas dessas embalagens acabam sendo descartadas no lixo, com a conseqüente saturação do aterro sanitário”, ressalta.
De acordo com Jares, o próximo passo é buscar a necessária viabilidade econômica e tornar essa nova tecnologia de uso comum nas indústrias processadoras. “Este será o papel fundamental da AGIPI que, além de solicitar a patente, também começa a apresentar a nova invenção para empresas desse segmento com vistas a despertar o interesse de produção em larga escala.
De acordo com o professor orientador as pesquisas tiveram a duração de um ano e meio. “A nossa maior certeza é que esta invenção possibilita o seu desenvolvimento a baixo custo com alto rendimento e faz com que cresça o número de embalagens recicladas, tornando a viabilidade econômica bastante promissora”, conclui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário