terça-feira, 15 de outubro de 2013

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“CABIDÃO”
Após criar cargos em comissão, Rangel promete cortes

O prefeito Marcelo Rangel (PPS), que no início do mandato criou 94 novos cargos em comissão, o “cabidão”, como ficou conhecido, prometeu ontem cortar cargos comissionados. A promessa foi feita em coletiva para a imprensa, junto com prefeitos de Municípios da região, após reunião da Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG). Rangel também prometeu controlar as horas extras dos servidores. “Vamos trabalhar com a questão das horas extras e dos cargos comissionados. Estamos analisando. Temos uma situação um pouco melhor, não atingimos o limite prudencial, estamos segundo o último relatório em torno de 49 a 50%. De qualquer maneira, todo o tipo de contenção de despesas neste momento de final de ano, que precisamos ter reservas no orçamento para as questões da saúde e alguns projetos que precisamos iniciar até o final do ano, é importante para a população”, prometeu e defendeu o prefeito de Ponta Grossa.
Rangel comentou ainda a proposta de suplementação orçamentária na ordem de R$ 12,8 milhões que será enviada para a Câmara Municipal. Para cumprir com as obrigações, entre elas a folha de pagamento do funcionalismo, o governo municipal aposta em um superávit de arrecadação. “Isso se chama reserva para tendência e acontece todo ano”, minimizou o prefeito, afirmando ter dificuldades devido à receita estar abaixo do previsto.
Os prefeitos anunciaram medidas para controlar gastos e cortar despesas em conjunto, que serão adotadas pelos Municípios pontualmente para não fechar o ano no ‘vermelho’. São elas: não contratação de horas extras, com a exceção de serviços emergenciais como a saúde e educação; redução de até 20% do custo com os cargos comissionados; redução das funções gratificadas; redução de jornada de trabalho nas Prefeituras a partir do dia 1º de novembro; e recesso no período de 20 de dezembro a 10 de janeiro. “Decidimos medidas que cada Município, dentro da sua particularidade, estará tomando ou não. Temos prefeituras acima do limite prudencial e outras em situação confortável. São medidas até o final do ano para que possamos fechar o nosso primeiro ano de mandato com a prestação de contas para o Tribunal. Não serão medidas para o ano que vem”, afirmou a presidente da AMCG e prefeita de Tibagi, Ângela Mercer de Mello (PTB).
Para a presidente da AMCG, a arrecadação baixa e os gastos extras levaram os Municípios a estarem adotando as medidas anunciadas. “Muito pontual dentro de cada prefeitura. Eu dei 7% e o prefeito Marcelo Rangel deu 10% de aumento para o funcionalismo. Tivemos situações com chuvas, Castro e Piraí do Sul tiveram que assumir os seus hospitais”, relatou Ângela, destacando a importância dos Municípios trabalharem em conjunto. Ângela lembrou que assumiu a Prefeitura de Tibagi com R$ 6 milhões em dívidas, entre elas o 13º salário dos servidores.
Para o prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso, um dos principais problemas é a redução do repasse da União para os Municípios. “Houve um aumento das despesas e a arrecadação não acompanhou, principalmente com a redução do Fundo de Participação dos Municípios”, disse.
Os prefeitos também discutiram a necessidade de aumentar a arrecadação para fazer frente às despesas nos Municípios. “Através do aumento de impostos e a implantação de ICMS ecológico”, disse Ângela, informando que uma nova reunião será convocada para que o assunto seja aprofundado.
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