Como se fosse Usain Bolt contra uma tartaruga, o Atlético-MG ignorou a existência do São Paulo. A vitória atleticana (6 a 2 na soma dos jogos) confirma a campanha avassaladora, a invencibilidade de 33 jogos em seu doce lar e o favoritismo nas quartas de final, seja contra Palmeiras, seja contra Tijuana. O rival será conhecido no próximo dia 14. O Verdão precisa de uma vitória no Pacaembu para ser mais um paulista entre o sonho do Galo e a taça da Libertadores. Sonho mais do que real.
O São Paulo está eliminado - com sua pior derrota na história da Libertadores. Paga pela demora de seu técnico em encontrar a melhor formação, pela ineficiência da diretoria em achar um substituto para Lucas, por atitudes intempestivas de alguns de seus jogadores mais experientes, como Luis Fabiano e Lúcio, e até por certa dose de azar na fase de grupos. E mesmo com tudo isso, tem bom time e pode ser protagonista no Campeonato Brasileiro. Tempo para se preparar é o que não falta. O Tricolor só voltará a campo no dia 26 de maio, contra a Ponte Preta, em Campinas, já pela competição nacional.
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Massacre atleticano, vergonha tricolorHá duas semanas, Silvinho treinava no Penapolense, à espera do milagre de vencer o São Paulo no Paulistão. Nesta noite, Silvinho estreou na Libertadores, à espera do milagre de virar o jogo contra o Atlético-MG. Como sua trajetória tão rápida é quase um milagre, por que não acreditar? Quando Luis Fabiano recebeu lançamento de Jadson na direita, Silvinho acreditou e correu para a área. A bola do Fabuloso passou pelas mãos de Victor e os pés de Ganso antes de chegar torta ao estreante, que não conseguiu finalizar.
Precisou ficar 4 a 0 para Ney Franco decidir se preservar. Antes, havia improvisado Douglas, lançado o novato Silvinho e aberto ainda mais o time com Ademilson no lugar de Denilson. Isso que é gostar de andar na corda bamba.
Luis Fabiano aproveitou rebote de Victor em chute de Carleto para fazer um dos gols menos comemorados da história do São Paulo. E Ronaldinho, de olhares, passes e chutes imprevisíveis, não fez mais um gol que entraria para sua galeria de obras de arte. Infelizmente, a bola foi para fora. Mas o jogo já estava 4 a 1. De bom tamanho para a apatia tricolor, de ótimo tamanho para o passeio alvinegro.
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