DOSSIÊ IMPUNIDADE DO JORNAL DA MANHÃ COMPLETA QUATRO ANOS
Passados cinco anos, ainda está em fase de investigação a denúncia de prejuízo aos cofres públicos no Programa de Modernização Administrativa e Tributária do Município de Ponta Grossa (PMAT). As supostas irregularidades, no governo Péricles de Holleben Mello (PT), somariam mais de R$ 3,5 milhões. Uma sindicância feita pela Prefeitura investigou a partir de 2005 e, em 2008, encaminhou as situações ao Ministério Público (MP).
Até o momento, ninguém foi condenado pelo suposto desvio.
Até o momento, ninguém foi condenado pelo suposto desvio.
A auditoria investigou os trâmites da instalação do PMAT, durante a gestão do período 2001-2004. Dentre as ações supostamente ilícitas estão: contratação de empresas sem licitação, sumiço de computadores, não entrega de equipamentos e contratação de “empresas fantasmas”.
O MP instaurou nove procedimentos, sendo que três já foram arquivados, três encontram-se sob análise e foram abertas três ações civis públicas.
Segundo sindicância interna da prefeitura, “foram pagos indevidamente vários fornecedores de bens e serviços, em face da não entrega de bens e/ou serviços ou sua entrega parcial, incompleta ou imprestável”. A mesma auditoria apontou que foram causados prejuízos aos cofres públicos de R$ 3,5 milhões.
Outro problema constatado pela sindicância da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa é a falta de prestação de contas junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BNDES, impossibilitando parcerias do órgão com o governo municipal.
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| Péricles de Mello: "erro técnico" |
Responsável durante a gestão 2001-2004 por instalar o PMAT, Edson Armando Silva garante que o projeto, que previa a modernização do sistema de informática do Poder Público, estava com toda a documentação em ordem junto ao BNDES em dezembro de 2004. Para ele, durante o convênio “foram renovados os computadores e montada a Praça de Atendimento da Prefeitura de Ponta Grossa”.
A sindicância interna também apontou também que houve sumiço de computadores. Vistoriadas 70 escolas municipais, as Diretoras em entrevistas, testemunharam que nem um computador sequer foi instalado e que o programa de inclusão digital ficou só no papel.
O promotor Roberto Ouriques garantiu ao Jornal da Manhã que houve irregularidades formais, lembrando que mesmo com as ações públicas instauradas seria muito difícil prever um desfecho para o caso.
A ação continua sem julgamento e sem um parecer do Ministério Público do Estado do Paraná.
A ação continua sem julgamento e sem um parecer do Ministério Público do Estado do Paraná.
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| Esméria voltou à mesma pasta |
Para o prefeito Marcelo Rangel, não existe impeditivo legal para que a Secretaria municipal de Educação seja comandada pela mesma secretária petista da época do episódio objetos das ações judiciais contra a mesma. Questionado recentemente se isto não fere a Lei Estadual da Ficha Limpa de sua própria autoria, o prefeito Marcelo Rangel preferiu não comentar.
De acordo com os últimos levantamentos, o valor corrigido do suposto desvio representa quase R$ 15 milhões em valores atuais que teriam que ser ressarcidos ao erário público.
Fonte: Jornal da Manhã / Dossiê JM Impunidade





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