terça-feira, 17 de setembro de 2013

INTERESSANTE ESSA MANIFESTAÇÃO DA FAEP SÓ AGORA QUASE 20 ANOS DEPOIS DE ESTARMOS SENDO ACHACADOS PELAS CONCESSIONÁRIAS DE PEDÁGIO - DCMAIS.COM.BR VEICULOU A NOTICIA POSTADA

Faep defende renegociação dos contratos de pedágio

Gisele Wardani Fale com o repórter
Publicado em: 17/09/2013 - 00:00 | Atualizado em: 16/09/2013 - 19:28
Gisele Wardani
Representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) divulgou está semana posicionamento sobre a questão dos pedágios, que envolve extensão discussão e disputa judicial do governo do Estado com as concessionárias. O órgão representa mais de 78 mil produtores rurais do Paraná, e para esses trabalhadores, de acordo com o presidente da Faep, Ágide Meneguete, é importante que as obras sejam realizadas e que o preço do pedágio seja reduzido. “Da mesma forma, para toda a economia não importa se para que isso ocorra haja necessidade de prorrogação dos contratos com as concessionárias, desde que atendam aos interesses dos paranaenses”, enfatiza Meneguete que representa o empresariado do setor agropecuário do Paraná, e que é o maior produtor nacional de grãos e carnes.
Segundo ele, a Faep e outras organizações como a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), a Federação do Comércio (Fecomércio) e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), sempre se manifestaram contra o alto preço do pedágio, mesmo concordando que a concessão é única forma de ter rodovias em condições de tráfego. “Mas há um fato novo, desde a implantação do pedágio no Paraná, no fim dos anos 90, é a iniciativa do governo estadual de negociar uma antecipação de obras de duplicação e de construção de contornos e melhorias, e, ao mesmo tempo, de reduzir as tarifas de pedágio”, destaca.
Carlos Augusto Albuquerque, assessor do presidente da Faep, concorda que a briga iniciada em outras gestões, entre governo do Estado e as concessionárias precisa acabar. “Dos mais de 800 quilômetros previstos, as obras ficaram pela metade e, conforme os contratos, podem ser feitas, até daqui a 9 anos, e se nada for feito teremos obras parciais de duplicação, e ainda conforme o contrato as tarifas continuarão sendo reajustadas anualmente, então continuarão altas”, enfatiza. Porém, se o governo conseguir renegociar os contratos, a possibilidade de baixar as tarifas e ainda iniciar as obras é maior. “Mesmo que isso represente uma extensão dos contratos, nós que usamos as rodovias queremos que esse anel de integração seja duplicado, com tarifas menores, sem importar a empresa que vai ficar”, destaca.
Segundo ele, ainda, em 2002 foi criada a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar). “Porém este órgão só foi implantado no ano passado, então nesse período não houve fiscalização sobre as concessionárias e não há como voltar atrás, mas a partir de agora essa agência tem condições de fiscalizar o cumprimento  dos contratos e garantir segurança de que o que for assumido será cumprido, então agora o que queremos é tarifa mais barata e duplicação já”, completa. De acordo com ele, outras instituições querem que o contrato com as concessionárias sigam até o fim, em 2022. “Eles querem nova licitação só em 2022, mas isso está muito longe, queremos mudanças já”, comenta. Albuquerque lembra que, em anos anteriores, a Faep defendeu a realização de auditorias, mas isso não foi feito. “Então não temos questionar os números das concessionárias”, complementa.

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