terça-feira, 19 de junho de 2012

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“O sangue novo se contaminou”, afirma Pauliki

O pré-candidato a prefeito do PDT, Márcio Pauliki, está nas mãos do PMDB para definir a sua candidatura
O pré-candidato a prefeito do PDT, Márcio Pauliki, está nas mãos do PMDB para definir a sua candidatura. Ele espera uma decisão do partido até a próxima quinta-feira, 20. Pauliki teve a sua pré-candidatura enfraquecida com o alinhamento dos partidos da base do governo do Estado à pré-candidatura do deputado estadual Marcelo Rangel (PPS). O pedetista mantinha conversas avançadas com o PSB, por exemplo, que por determinação da executiva estadual terá que apoiar o candidato do PPS. Pauliki conta hoje apenas com o apoio do PV. “A expectativa está na definição do PMDB. Se o PMDB vier conosco e a possibilidade é grande, serei candidato”, afirma Pauliki, informando que nesta semana vai buscar retomar a conversa com a “Frente Popular” (PTN/PTB/PRB/PTC/PT do B/PSL), que descartou o apoio à sua candidatura no início do mês, devido o pedetista não ter aceitado a indicação do candidato à vice em sua chapa. Mesmo com esta aliança, Pauliki considera que somente o apoio do PMDB viabiliza a sua candidatura, garantindo o tempo necessário no horário eleitoral gratuito para vencer a eleição.
O pedetista diz que vem recebendo manifestações de apoio de lideranças do PSDB, DEM e PSB, que não concordam com o apoio à candidatura de Rangel. Nas últimas eleições municipais, estes partidos elegeram o prefeito Pedro Wosgrau Filho (PSDB), que foi adversário do deputado federal Sandro Alex (PPS) na disputa, irmão de Rangel. “Botaram cabresto nos partidos. Há uma revolta e muitas pessoas têm opiniões diferentes das que foram impostas. Estes apoios estão nos animando muito”, afirma.
Pauliki descartou a alquimia difundida no último final de semana de uma composição com o deputado estadual Péricles de Holleben Mello (PT) como seu candidato a vice. A ideia é que o petista saísse candidato à vice e após as eleições, no caso de vitória, abrisse mão do cargo, mantendo a sua cadeira na Assembleia Legislativa. “Eu tenho um respeito muito grande pelo Péricles, assim como sei que ele respeita o nosso partido. Estamos conversando com ele”, comentou o pedetista.
SANGUE NOVO CONTAMINDO – Pauliki diz que caso a sua candidatura não se concretize, o seu apoio e do PDT deverá ser para o deputado Péricles Mello. “Ainda não tenho um pensamento sobre esta hipótese. Estamos construindo um projeto há muito tempo. Vou tentar viabilizar a minha candidatura. Caso isso não ocorra por falta de uma aliança, a decisão vai ser do diretório do PDT”, afirma, acreditando que o partido não deva apoiar a pré-candidatura do deputado Marcelo Rangel. “É natural o PDT apoiar a esquerda, o deputado Péricles. Eu vou estar muito tranquilo”, completa.
O pedetista diz que a amizade, pelo menos da sua parte, com os irmãos Sandro Alex e Marcelo Rangel se manteve. “Não dá para misturar a política com a amizade”, acredita. Já a relação política, Pauliki diz que foi abalada. “A relação política estremeceu. O sangue novo de quatro anos atrás, infelizmente parte deste grupo político acabou se contaminando. Se unir com pessoas e grupos políticos que há quatro anos bateram forte na sua honra e na sua família, é algo que eu nunca faria”, criticou Pauliki a aliança PPS/PSDB/DEM.
PMDB – O presidente local do PMDB, Fábio Artero, confirma que até a próxima quarta-feira, 20, o partido irá tomar uma decisão sobre o seu apoio na disputa majoritária, devendo decidir entre as pré-candidaturas de Pauliki e Péricles.

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