Rodrigo Leal/Appa
2012 foi para “arrumar a casa” do porto, diz Appa
Apenas 17,4% dos investimentos prometidos no início do ano
passado foram realizados
Publicado em 05/01/2013 | Fabiane Ziolla Menezes
O montante divulgado ainda no início de 2012 era considerado o maior em
investimentos em uma década no porto, depois da construção do Terminal de
Contêineres de Paranaguá (TCP), em 1998.
Feito
• Dragagem de pontos críticos - em andamento, por R$ 37 milhões (valor orçado era R$ 45,7 milhões).
• Seguro patrimonial e de operação - contratado, por R$ 2,45 milhões.
• Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZPO) - aprovado em agosto. Segundo a Appa, o valor informado anteriormente (R$ 140,5 mil) diz respeito apenas ao plano de Antonina. Com mais o de Paranaguá, os PDZPOs dos portos chegariam a R$ 1 milhão.
Em revisão
• Compra de novo software operacional - orçada em R$ 4,3 milhões, está sendo revista.
• Compra do novo sistema de segurança - licitação foi questionada por empresa e será refeita. Orçada em R$ 34,2 milhões.
Alterado
• Dragagem - aquela anunciada como de manutenção em janeiro de 2012 mudou. O trabalho agora é de dragagem de regularização (que compreende os canais de acesso, berços de atracação e bacias de evolução). A obra está orçada em R$ 131 milhões e ainda aguarda licença ambiental.
• Cais - a reforma foi repensada e será planejada conforme outros dois projetos executivos, cuja elaboração ainda será licitada: a construção dos píeres em “T” (para ampliação de berços para granéis sólidos) e do “F” ou “L” (granéis vegetais). Tais concorrências estão orçadas em um total de R$ 5,8 milhões.
Fonte: Appa.
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Ao longo do ano passado, no entanto, muita coisa mudou, inclusive o
superintendente da Appa. Ainda em março, o técnico de carreira Airton Vidal
Maron foi substituído pelo executivo do setor Luiz Henrique Dividino, ex-diretor
do terminal privado Ponta do Félix, de Antonina. Pouco depois, em maio, o
Ministério Público denunciou o então candidato a prefeito de Paranaguá, Alceu
Maron Filho, Alceuzinho, primo de Vidal Maron, como o comandante de um esquema
de troca de cargos na Appa por apoio à sua candidatura. Atualmente, o caso
aguarda o trânsito em julgado de uma decisão do Tribunal de Justiça do estado
sobre a continuidade da ação. A defesa de Maron pediu um habeas corpus que
tranca o caso com base, entre outros argumentos, na ausência de um inquérito
policial e na condução inadequada da investigação pelo MP.
Em meio à troca de comando da Appa, muitos projetos foram revistos (veja lista nesta página). A licitação do novo sistema de segurança (orçada em R$ 34,2 milhões) teve problemas, está sendo questionada por empresas envolvidas na disputa, e deve ser refeita.
A dragagem de manutenção, cujo valor informado antes foi alterado de R$ 25 milhões para R$ 131 milhões, ainda não obteve a licença ambiental do Ibama.
A compra do software operacional (R$ 4,3 milhões) também foi revisada, após pareceres da Celepar que recomendaram novas especificações, e deve ser colocada em edital novamente em 2013.
Outra intervenção que ficou para este ano é a reforma do cais do porto, orçada R$ 115 milhões, com o aprofundamento das cortinas (beira do cais onde os navios atracam) de 8, 10 e 12 metros para 16 metros também está sendo revista. O porto está finalizando o termo de referência para a licitação de um projeto executivo da intervenção, orçado inicialmente em R$ 3,8 milhões. Segundo Dividino, “novas perspectivas surgiram a partir do que deve ou não ser movimentado no cais”.
Intenção é formar banco de projetos
Apesar do adiamento de projetos cruciais, o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, avalia o ano de 2012 como importante para organizar a casa, regularizar a situação perante os órgãos de fiscalização (Ibama, Antaq etc) e fazer um planejamento em conjunto com os operadores. “Nesse tempo resolvemos todas as TACs [termos de ajustamento de conduta] e outras pendências com os órgãos federais, ao menos o que estava ao nosso alcance, e traçamos um bom planejamento. Uma das nossas metas em 2013 é formar um banco de projetos do Porto de Paranaguá”, diz Dividino. Há 14 licitações lançadas ou para serem publicadas até fevereiro para a elaboração de projetos executivos para intervenções como a reforma do píer de inflamáveis e a remodelação do cais, que somam cerca de R$ 7,7 milhões.
Além disso, Dividino também cita algumas intervenções que não estavam entre os destaques dos investimentos no início de 2012, mas foram realizadas, em um total de R$ 4,8 milhões. Entre elas estão a sinalização horizontal e vertical da faixa primária do terminal (R$ 585 mil), a reforma e a manutenção das defensas (peças que servem para proteger os berços de atracação de danos por impactos no cais) e do terminal (R$ 2,9 milhões), a pavimentação de áreas que estavam ainda descobertas (R$ 609,4 mil para a área onde antes existia o armazém 6, demolido em 2009), a substituição do circuito interno de televisão (R$ 183 mil), o projeto executivo para nova iluminação e monitoramento (R$ 58,5 mil) e a contratação de uma sondagem das águas que rodeiam o porto (R$ 406,4 mil).
Lista
Três dos sete objetivos de investimento da Appa em 2012 avançaramFeito
• Dragagem de pontos críticos - em andamento, por R$ 37 milhões (valor orçado era R$ 45,7 milhões).
• Seguro patrimonial e de operação - contratado, por R$ 2,45 milhões.
• Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZPO) - aprovado em agosto. Segundo a Appa, o valor informado anteriormente (R$ 140,5 mil) diz respeito apenas ao plano de Antonina. Com mais o de Paranaguá, os PDZPOs dos portos chegariam a R$ 1 milhão.
Em revisão
• Compra de novo software operacional - orçada em R$ 4,3 milhões, está sendo revista.
• Compra do novo sistema de segurança - licitação foi questionada por empresa e será refeita. Orçada em R$ 34,2 milhões.
Alterado
• Dragagem - aquela anunciada como de manutenção em janeiro de 2012 mudou. O trabalho agora é de dragagem de regularização (que compreende os canais de acesso, berços de atracação e bacias de evolução). A obra está orçada em R$ 131 milhões e ainda aguarda licença ambiental.
• Cais - a reforma foi repensada e será planejada conforme outros dois projetos executivos, cuja elaboração ainda será licitada: a construção dos píeres em “T” (para ampliação de berços para granéis sólidos) e do “F” ou “L” (granéis vegetais). Tais concorrências estão orçadas em um total de R$ 5,8 milhões.
Fonte: Appa.
Najia Furlan/Appa
Reforma das defensas do cais está entre os feitos de
2012
Em meio à troca de comando da Appa, muitos projetos foram revistos (veja lista nesta página). A licitação do novo sistema de segurança (orçada em R$ 34,2 milhões) teve problemas, está sendo questionada por empresas envolvidas na disputa, e deve ser refeita.
A dragagem de manutenção, cujo valor informado antes foi alterado de R$ 25 milhões para R$ 131 milhões, ainda não obteve a licença ambiental do Ibama.
A compra do software operacional (R$ 4,3 milhões) também foi revisada, após pareceres da Celepar que recomendaram novas especificações, e deve ser colocada em edital novamente em 2013.
Outra intervenção que ficou para este ano é a reforma do cais do porto, orçada R$ 115 milhões, com o aprofundamento das cortinas (beira do cais onde os navios atracam) de 8, 10 e 12 metros para 16 metros também está sendo revista. O porto está finalizando o termo de referência para a licitação de um projeto executivo da intervenção, orçado inicialmente em R$ 3,8 milhões. Segundo Dividino, “novas perspectivas surgiram a partir do que deve ou não ser movimentado no cais”.
Intenção é formar banco de projetos
Apesar do adiamento de projetos cruciais, o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, avalia o ano de 2012 como importante para organizar a casa, regularizar a situação perante os órgãos de fiscalização (Ibama, Antaq etc) e fazer um planejamento em conjunto com os operadores. “Nesse tempo resolvemos todas as TACs [termos de ajustamento de conduta] e outras pendências com os órgãos federais, ao menos o que estava ao nosso alcance, e traçamos um bom planejamento. Uma das nossas metas em 2013 é formar um banco de projetos do Porto de Paranaguá”, diz Dividino. Há 14 licitações lançadas ou para serem publicadas até fevereiro para a elaboração de projetos executivos para intervenções como a reforma do píer de inflamáveis e a remodelação do cais, que somam cerca de R$ 7,7 milhões.
Além disso, Dividino também cita algumas intervenções que não estavam entre os destaques dos investimentos no início de 2012, mas foram realizadas, em um total de R$ 4,8 milhões. Entre elas estão a sinalização horizontal e vertical da faixa primária do terminal (R$ 585 mil), a reforma e a manutenção das defensas (peças que servem para proteger os berços de atracação de danos por impactos no cais) e do terminal (R$ 2,9 milhões), a pavimentação de áreas que estavam ainda descobertas (R$ 609,4 mil para a área onde antes existia o armazém 6, demolido em 2009), a substituição do circuito interno de televisão (R$ 183 mil), o projeto executivo para nova iluminação e monitoramento (R$ 58,5 mil) e a contratação de uma sondagem das águas que rodeiam o porto (R$ 406,4 mil).
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