Foto: José Aldinan
Até o final da tarde desta segunda-feira 17 dos 23 vereadores haviam assinado o requerimento propondo a CPI, com o objetivo de investigar a fundo o caso que ganhou repercussão nacional, colocando tornando o Legislativo ponta-grossense motivo de chacota e preocupando a cidade com respeito a uma eventual participação de outros políticos no caso, já que a vereadora ainda não se manifestou sobre o ocorrido e as investigações prosseguem por parte da Polícia.
O presidente da Câmara, Aliel Machado disse que a CPI tem grande importância no processo por contar com algumas prerrogativas que a própria Polícia não tem. Disse que informações serão cruzadas, tomados depoimentos e que todos os fatos serão apurados, “para que todos os envolvidos sejam punidos exemplarmente”, falou.
No entanto, a Câmara Municipal está em recesso até o dia 15 de fevereiro, quando retoma suas atividades parlamentares. E a CPI, depois de constituída, terá o prazo de 90 dias, prorrogáveis por igual período, para concluir seus trabalhos e, se for o caso, oferecer denúncia ao Ministério Público.
SoltosEnquanto isso, as três pessoas que foram presas pela Policia, Idalécio Gouveia, sua esposa Susicléia e Adauto Valverde da Silva, foram libertados. E Reginaldo Nascimento, outro acusado, ainda é considerado como foragido. A vereadora Ana Maria continua presa em um quartel do Corpo de Bombeiros.
Na Câmara, existe a expectativa de que a petista venha a apresentar um pedido de licença. Pelo menos é o que diz Aliel Machado, por informação que teria recebido. Essa licença, por razões pessoais ou de saúde. Também não se saber se, confirmado o pedido de licença, por quanto tempo seria. No caso de afastamento por mais de 31 dias, caberá ao presidente convocar o primeiro suplente da coligação, o sindicalista Nilson Ribeiro (Nilsão).
Na opinião de Aliel, a possível ausência de Ana Maria seria positiva para os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito, porque daria “maior autonomia e respaldo” ao Legislativo, ‘já que a pessoa que estará sendo investigada não fará parte, naquele momento, dos quadros da Casa”.
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