terça-feira, 16 de abril de 2013

NOTICIAS AGRICOLAS - despencam os preços na bolsa de Chicago.

Grãos despencam em Chicago após dados negativos da economia da China



Os futuros da soja, do milho e do trigo ampliaram suas perdas na Bolsa de Chicago e fecharam a sessão com expressiva queda nesta segunda-feira (15). A soja voltou a perder o patamar dos US$ 14 por bushel, terminando os negócios com baixas de mais de 20 pontos nos principais vencimentos.

O mau humor do mercado financeiro em função das notícias negativas vindas sobre a economia da China foi o principal fator de pressão para as cotações. No primeiro trimestre de 2013, a economia chinesa cresceu 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O índice ficou abaixo do registrado no mesmo período anterior e também aquém das expectativas do mercado.

As notícias, segundo analistas, intensificaram o temor do mercado sobre o potencial de recuperação da economia mundial, uma vez que, atualmente, a China responde pela segunda maior economia do mundo. Além disso, é uma das maiores consumidoras mundiais de commodities agrícolas, sendo a maior de soja.
 
 
Os números fizeram com que as principais bolsas de valores do mundo despencassem nessa segunda-feira. Operadores de mercado informaram que uma expressiva liquidação de commodities foi registrada ao redor do mundo, inclusive no caso do ouro, que registrou sua maior baixa desde 1983. "A queda do ouro – um importante indicador de risco – estaria relacionado aos sinais de inflação muito baixa e crescimento econômico fraco", explicou uma notícia do Valor Econômico.

O sentimento, portanto, de uma maior aversão ao risco, aliado ao dólar em queda pesou sobre os negócios e estimulou a liquidação de posições por parte dos investidores.

Além disso, as expectativas sobre uma boa safra norte-americana na próxima temporada também pesaram sobre os preços neste pregão. As primeiras especulações indicam uma safra cheia e signficativo crescimento na área de plantio dos Estados Unidos, principalmente no caso do milho, que deve registrar a maior área desde 1936.

Por outro lado, o que limita parte das quedas é a oferta ainda muito ajustada, principalmente a de soja nos Estados Unidos. Por lá, a demanda continua muito aquecida - tanto interna quanto para exportação - e os estoques seguem muito apertados.

Veja como terminaram as cotações dos grãos no fechamento desta segunda-feira (15):



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