Grãos despencam em Chicago após dados negativos da economia da China
Os futuros da soja, do milho e do trigo ampliaram suas perdas na Bolsa de
Chicago e fecharam a sessão com expressiva queda nesta segunda-feira (15). A
soja voltou a perder o patamar dos US$ 14 por bushel, terminando os negócios com
baixas de mais de 20 pontos nos principais vencimentos.
O mau humor do mercado financeiro em função das notícias negativas vindas
sobre a economia da China foi o principal fator de pressão para as cotações. No
primeiro trimestre de 2013, a economia chinesa cresceu 7,7% em relação ao mesmo
período do ano anterior. O índice ficou abaixo do registrado no mesmo período
anterior e também aquém das expectativas do mercado.
As notícias, segundo analistas, intensificaram o temor do mercado sobre o
potencial de recuperação da economia mundial, uma vez que, atualmente, a China
responde pela segunda maior economia do mundo. Além disso, é uma das maiores
consumidoras mundiais de commodities agrícolas, sendo a maior de soja.
Os números fizeram com que as principais bolsas de valores do mundo
despencassem nessa segunda-feira. Operadores de mercado informaram que uma
expressiva liquidação de commodities foi registrada ao redor do mundo, inclusive
no caso do ouro, que registrou sua maior baixa desde 1983. "A queda do ouro – um
importante indicador de risco – estaria relacionado aos sinais de inflação muito
baixa e crescimento econômico fraco", explicou uma notícia do Valor
Econômico.
O sentimento, portanto, de uma maior aversão ao risco, aliado ao dólar em
queda pesou sobre os negócios e estimulou a liquidação de posições por parte dos
investidores.
Além disso, as expectativas sobre uma boa safra norte-americana na próxima
temporada também pesaram sobre os preços neste pregão. As primeiras especulações
indicam uma safra cheia e signficativo crescimento na área de plantio dos
Estados Unidos, principalmente no caso do milho, que deve registrar a maior área
desde 1936.
Por outro lado, o que limita parte das quedas é a oferta ainda muito
ajustada, principalmente a de soja nos Estados Unidos. Por lá, a demanda
continua muito aquecida - tanto interna quanto para exportação - e os estoques
seguem muito apertados.
Veja como terminaram as cotações dos grãos no fechamento desta
segunda-feira (15):
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