Albari Rosa/ Gazeta do Povo
'Imortal', Atlético se garante na fase de grupos da Libertadores
Furacão esteve quase fora do torneio por duas vezes, mas ressuscitou e venceu o Sporting Cristal nos pênaltis, avançando no torneio continental
06/02/2014 | 00:01 | Fernando RudnickAos 49 minutos do segundo tempo, quando o jogo com o Sporting Cristal, na Vila Capanema, estava empatado por 1 a 1, eliminando os paranaenses, muitos torcedores já saiam pelos portões do estádio. Porém, em um último esforço, um bate-rebate na área celeste, o árbitro paraguaio Antonio Arias marcou pênalti.
A certeza da classificação, no entanto, foi jogada ao chão com os erros nas batidas de Deivid e de Nathan. Só que Weverton parou Delgado na sequência e Calcaterra mandou por cima, colocando de volta o Atlético na briga. Na segunda rodada de cobranças alternadas, Manoel — que já havia aberto o placar para os donos da casa no tempo normal — marcou. O peruano Aquino acertou a trave e se desesperou no gramado iniciando a festa na Vila Capanema boquiaberta.
“Aos 49 minutos, quando peguei a bola, estava muito tranquilo”, falou o herói Éderson. “Passou um filme na cabeça na hora que tomamos o gol [de empate]. A torcida não merecia a desclassificação”, completou o cearense, artilheiro do último Brasileiro com 21 gols.
O instante citado pelo atacante também foi vivido intensamente pela torcida. Logo depois de Manoel abrir o placar de cabeça, aos 16/2.º, o Sporting Cristal empatou com Ávila, em posição irregular, um minuto depois.
O Atlético, que pouco jogou no primeiro tempo, continuou a pressão iniciada a partir do intervalo, com a entrada de Fran Mérida no lugar de Douglas Coutinho. Com Zezinho e Balbín expulsos ainda no primeiro tempo, o campo tinha espaços. O vermelho recebido por Cossio, aos 20/2.º, deu ainda mais força à equipe de Miguel Ángel Portugal.
O gol salvador, contudo, não saia. Nos acréscimos, os Cervezeros ainda tiveram a chance de matar o jogo, mas Manoel recuperou a bola no campo de defesa. A partir da roubada de bola, nasceu o gol da vitória.
“A conclusão é que a partida foi de emoções diversas e contrastadas, mas tivemos a sorte de que no final elas foram a nosso favor”, resumiu Portugal. “Uma vitória heroica e importante para a construção do time”, emendou o treinador, que estreava diante da torcida, comandando um time muito diferente daquele que foi terceiro colocado no último Nacional. A média de idade é de apenas 22,2 anos. “Não merecíamos ficar fora dessa competição”, fechou o zagueiro Cleberson, um dos muitos jovens do novo e guerreiro “El Paranaense”.
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