Crianças ficam entre a vida e a morte por falta de UTI
Publicado em: 16/04/2013 - 00:00 | Atualizado em: 15/04/2013 - 18:50
| Fábio Matavelli |
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| A avó de Eduarda, Dilmara Carneiro, se emociona ao falar da neta, que está na UTI do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba |
Duas crianças que precisaram de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, neste final de semana, em Ponta Grossa, precisaram ser transferidas às pressas para outros hospitais do Estado. Um menino de um ano e uma menina de dois meses corriam risco de morte e precisaram esperar por vagas de UTI. Os leitos do Hospital da Criança Prefeito João Vargas foram interditados há quase um ano para realizar algumas reformas a pedido da Vigilância Sanitária Estadual e até hoje não foram reabertos.
O garotinho se afogou, na noite de domingo, em uma banheira de plástico enquanto tomava banho em sua casa, no Jardim Boreal. A família ligou para o Corpo de Bombeiros que orientou a família a fazer os primeiros socorros até a chegada da ambulância. "A banheira estava com pouca água. Quando o socorro chegou, a criança estava deitada de barriga para baixo nos braços do avô. Ela estava com o pulso normal. Então, a caminho do hospital, encontramos o médico, que prestou atendimento no local. Posteriormente, o bebê foi encaminhado para o Hospital da Criança", informou o tenente Thiago Schinzel, relações públicas do 2° Grupamento de Bombeiros.
Eduarda Coque Carneiro, de dois meses, foi internada no HC diagnosticada com coqueluche, na última quarta-feira. A médica que atendeu o bebê também confirmou que ele precisava de uma vaga de UTI. "Minha neta passou muito mal e chegou a ter três paradas cardiorrespiratórias. E os médicos não se mexiam para ver se a vaga já estava sendo providenciada", afirmou a avó da criança, Dilmara Dadas Carneiro.
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