domingo, 10 de novembro de 2013

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Boteco precisa ter tradição!
Gisele Wardani Fale com o repórter
Publicado em: 10/11/2013 - 00:00 | Atualizado em: 08/11/2013 - 19:46

Fábio Matavelli
Tito e os netos, Hudson e Anderson: terceira geração mantendo a qualidade do chope e a tradição em Ponta Grossa

Que tal 80 anos de experiência em servir chope e petiscos? É com essa tradição que o Bar do Tito se mantém na vanguarda ponta-grossense. De acordo com Hudson Wiecheteck, que toca o boteco junto com seu irmão Anderson, o bar foi fundado por um alemão em 1933, levando o nome de Bar Deliciosa. “A primeira sede foi na Avenida Vicente Machado, onde hoje é o Edifício Marieta. O prédio antigo foi demolido em 1956 para dar lugar ao prédio que está lá até hoje, e desde lá mudamos para o mesmo local que estamos até hoje, na Rua Coronel Dulcídio, onde era para ser provisório e acabou ficando definitivo”, destaca.
De 1939 a 1944 o proprietário passou a ser Samuel Justus, primo do Tito. Tufi Cury, o Tito, começou a trabalhar no boteco em 1942, como garçom, e em 1944 o bar foi comprado pelo pai dele, o bisavô de Hudson e Anderson. Tito passou a atender e administrar o bar, onde permaneceu até 2001. Hoje com 88 anos, ele virou “freguês”, e passa diariamente para “vistoriar” a casa. “Ele já estava cansado, não sabia se fechava ou vendia, foi quando eu e meu irmão resolvemos assumir o espaço, e seguir com a tradição”, conta Hudson.
Os proprietários mantêm o bar como era. “Fizemos alguns ajustes, mas mantivemos a estrutura antiga, com prateleiras, garrafas antigas na decoração, mesas e cadeiras da década de 30, placas da Coca cola do ano de 1967, que estão no mesmo lugar em que foram colocadas, e ainda a chopeira que é o grande diferencial da casa”, caracteriza. Segundo ele, o equipamento de 1956 serve um chope mais suave e macio. “Essa na verdade foi a segunda chopeira adquirida pelo bar, a primeira foi vendida, e esta tem como diferença a serpentina em cobre escuro e com longa extensão, diferente das de hoje, que usam alumínio e aço inoxidável, isso dá a grande diferença na hora de saborear o chope”. O bar comercializa, em média, 150 litros de chope por dia, e tem um horário diferenciado e também tradicional, das 9h30 às 20 horas, se segunda à sexta, e no sábado fecha ás 14 horas.
E como todo bom boteco, não pode faltar aquela porção! E nisso o Bar do Tito também mantém a simplicidade e o cardápio dos velhos tempos: o bolinho de carne e a porção de frios, com queijo provolone e lombo e também a porção de amendoim com amêndoas e uva passa. Os preços variam de R$ 3 o bolinho, produzido no boteco, até R4 20 a porção de frios. A clientela tem faixa etária de 25 a 60 anos. “Mas temos um cliente de 90 anos, que já era freguês na época do meu avô, e hoje diariamente ele vem, toma uma cerveja, conta uma piada e vai embora, mas sempre volta no dia seguinte, e isso o mantém vivo e animado”, detalha. Aos sábados muda o perfil do cliente. “São mais as famílias, os casais com filhos, em especial comparecem no sábado”. A média diária, contabiliza Hudson, é que o Bar do Tito recebe público de 100 pessoas por dia. “Já tivemos empresários de São Paulo especulando uma possível venda do Bar do Tito, mas não queremos vender e, por hora, também não temos planos de expansão, a tradição ainda é nosso lema”, finaliza.

 
A hora certa para um petisco!
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Elaine Foltran e o marido Márcio Pontes: bolinho esquenta guela e o espetinho, entre os mais pedidos no boteco

Elaine Foltran e o marido Márcio Pontes, fazem dupla jornada de trabalho. Ela corretora de imóveis, ele caminhoneiro. Depois das 18 horas, de terça a sábado, eles atendem o boteco aberto há um ano e meio. “A ideia surgiu dentro de um bar, e logo foi ganhando forma quando alugamos o lugar, formatamos a cozinha e criamos uma identidade”, conta. No cardápio são mais de 30 pratos e o mais vendido é o espetinho de carne, por R$ 3,50. “Também temos de queijo, que são tão pedidos quanto os bolinhos”, destaca.
Um deles é o bolinho da roça, feito com carne de pernil de porco moída e toicinho. A porção com 10 bolinhos é R$ 11,50. A novidade é o bolinho ‘esquenta guela’, que concorre entre as comidas de boteco no concurso. “Este é uma adaptação do bolinho da roça, feito então com carne seca e pimenta calabresa, fécula de mandioca e trigo”. Este foi o resultado de várias tentativas e que deu certo e já tem agradado a clientela. “Tentamos com carne moída, várias vezes, mas com carne seca deu certa”, conta.
O bar recebe cerca de 300 pessoas por semana, e oferece porções, desde azeitonas, até a mais cara, de camarão, por R$ 22. “Um dos pontos que tem sido nosso diferencial é que a cozinha não fecha, fica aberta enquanto tiver fregueses no bar, e ganhamos muitos clientes por isso”. A cozinha já chegou a produzir até às 5 horas da manhã. “Penso que se estamos com as portas abertas, temos que atender”. Márcio contabiliza que em 18 meses, 26 mil pessoas passaram pela casa. “Temos o deck, para atender bem o público agora no verão, e aos poucos vamos formando nossos diferenciais”, define.

A essência de um botequim
Fábio Matavelli
Os gerentes Sebastião Maciel e Sabrina Ferri Antônio mostra o carro chefe da casa, carne de onça, e a novidade, o bolinho de tilápia


18 horas. É a hora do cirurgião aposentado Paulo Roberto Cordeiro, sair de casa e chegar à sua cadeira cativa no Botequim da Antártica Original, ou o Botequim da XV como ficou conhecido ao longo de 8 anos de história. O doutor Paulo confessa que tomar uma cerveja e ler os jornais do dia no banquinho almofadado, o único diferente da casa, próximo ao janelão de frente para a Avenida Augusto Ribas, é o que completa o seu dia. “Gosto daqui, é perto da minha casa, tem um ambiente saudável, e eu que nunca frequentei boteco na vida, me identifico muito aqui!”
E o doutor Paulo não é o único, pois o Botequim recebe semanalmente mais de 900 pessoas. Aberto de segunda a sábado, a partir das 17 horas, o espaço oferece mais de 20 opções de porções, além de sanduíches, batata suíça, pratos a la carte e sobremesas. “Só de bebidas são mais de 70 possibilidades”, confirma o gerente Sebastião Maciel, que acompanha a casa desde a abertura.  O Botequim também já foi premiado em 2011 e 2012 no concurso municipal, com os pratos da carne de onça, que é o carro chefe da casa, e também o bolinho de bacalhau, que é uma receita do bisavô do proprietário, Jovercindo Pereira Filho. E não só as receitas de família é que fazem o sucesso da casa, a decoração também carrega as tradições não só de família, mas contam um pedaço da história da cidade. “São barris do tempo da fábrica da Antártica, lambretas, enfim, o Pereira é um colecionador até de tijolos antigos”, compara Sebastião. A música ao vivo de terça a sábado também é um diferencial do espaço.
As porções variam de R4 9, a de pão de alho, até R$ 28 a tábua de frios ou a de  camarão à milanesa. A de picanha também está entre as favoritas. Às terças e quintas-feiras, a oferta é de rodízio de petiscos, tudo o que um botequeiro nato mais gosta de prestigiar! Mas a novidade, que já está no cardápio, e concorre no concurso melhor comida de boteco este ano é o bolinho de tilápia. “A receita é nossa, foi adaptada para a nossa região, e é um prato especial para o verão no boteco”, finaliza a gerente Sabrina Ferri Antônio.

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