segunda-feira, 4 de novembro de 2013

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Golpe antigo ainda engana população

Mariana Galvão NoronhaFale com o repórter
Publicado em: 02/11/2013 - 00:00 | Atualizado em: 01/11/2013 - 22:10
Marco Favero
A oferta de dinheiro fácil leva muita gente a perder altas quantias
Um crime antigo, mas ainda comum. O golpe do conto do paco ou do bilhete premiado continua enganando muita gente em Ponta Grossa, com um número de suspeitos e acusados presos muito menor do que o de casos registrados pela polícia. De acordo com a seção de Furtos e Roubos da 13ª SDP, os criminosos são pessoas de fora da cidade, que aplicam uma sequência de golpes e depois se mudam novamente. “Isso é o que mais dificulta a identificação. Outro fator é que no momento do golpe, encantada pela possibilidade do dinheiro fácil, a vítima não se atenta à nenhuma característica da pessoa ou mesmo a cor do veículo que ela guiava”, relata o delegado Maurício Souza. Este ano, apenas aproximadamente cinco pessoas foram presas por esta modalidade de estelionato, que pode resultar em até cinco anos de reclusão.
Quem caiu recentemente no golpe foi o aposentado Antônio Vieira, que entregou toda sua aposentadoria e as economias guardadas no banco para um rapaz, sob a possibilidade de levar uma bolada muito maior. “Com um envelope cheio de dinheiro dentro, quem não iria entregar suas economias como garantia? O que seriam meus R$ 5 mil diante de um envelope que parecia ter muito mais?”, lembra ele.
O caso do aposentado não é isolado e tem gente que já perdeu ainda mais dinheiro em um golpe parecido, o do bilhete premiado. A artesã L. B., de 77 anos, perdeu nesta semana R$ 15 mil com o golpe. Um senhor, dizendo ser de Castro, relatou ter um bilhete premiado. Ele ofereceu uma parte do prêmio pela ajuda que a artesã ofereceu a ele, mas pediu uma prova de confiança e honestidade. “Eu nem sei dizer como aconteceu, só me lembro de sacar o dinheiro em três bancos diferentes. Parecia suspeito, mas acabei fazendo tudo o que ele me recomendou. Agora, precisei fazer um empréstimo para pagar esta dívida”, relata ela.
O delegado lembra que a recomendação da polícia é sempre desconfiar de situações que ofereçam dinheiro muito fácil. “É importante que a vítima atente para detalhes como cicatriz ou tatuagens do golpista, além da cor, modelo e placa do veículo que ele estiver conduzindo. Além disso, é importante deixar a vergonha de lado e sempre procurar a polícia para relatar o ocorrido”, frisa ele. Ainda de acordo com o delegado, somente estas informações permitem a identificação dos suspeitos. “Quando prendemos um suspeito, ele muitas vezes está envolvido em vários golpes, sendo identificado por várias vítimas”, relata.

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