Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina
'Rei' Arthur rouba a cena do Imperador Adriano
Atacante faz três gols na goleada por 4 a 1 sobre o Atlético e ofusca a estreia do Imperador no time titular do Rubro-Negro
03/04/2014 | 00:02 | Robson Martins
As 14 mil pessoas que foram ao estádio ainda viram o Tubarão sair perdendo no primeiro tempo em um golaço de Marcos Guilherme, após passe do experiente Adriano. Ainda antes do intervalo, Arthur começava sua jornada inspirada devolvendo a esperança ao time, empatando após cruzamento do Joel.
Após a derrota que eliminou o Atlético do Paranaense e acabou com a chance do técnico Petkovic chegar a uma final de campeonato na sua primeira experiência como treinador, o comandante rubro-negro elogiou a atuação de Adriano e lamentou o desempenho da sua equipe.
“É um time que não está acostumado com essa mídia, com esse público. Só começamos a jogar depois que sofremos o terceiro gol. Daí criamos, chutamos bola na trave, mas acabamos pagando caro pelo que o time deixou de fazer”, admitiu.
Petkovic ontem só alterou a equipe, que iniciou o jogo com três volantes, após o quarto gol, aos 31/2º. Mesmo assim, considera que o problema em campo foi técnico. “Fizemos um jogo abaixo do nosso nível tecnicamente e pagamos caro por isso”, disse.
Quanto à participação de Adriano, Petkovic só fez elogios. “O Adriano foi importante para botar pressão, cumpriu o seu papel. Foi importante para ele entrar em forma para a Libertadores”, afirmou o técnico.
O Imperador, que na temporada havia entrado em campo por apenas 80 minutos – contando o amistoso com o J. Malucelli –, desta vez atuou os 93 minutos. Em busca de ritmo de jogo, fez o que pôde. Na etapa final, ajudou a zaga na bola área, fez o pivô na frente e chegou a dar um chute para fora. Nada que evitasse o domínio do Londrina, que virou o placar com Joel e ainda teve mais dois gols do Rei Arthur. “Estou emocionado. Nunca fiz três gols no mesmo jogo”, resumiu o herói de poucas palavras e 21 anos.
A façanha levou o Tubarão ao lugar em que não chegava desde 1992, quando foi campeão diante do União Bandeirantes, na última “final caipira” do Paranaense. “Essa cidade, esse clube, merecem essa final”, lembrou o meia Celsinho, aos prantos.
Pelo Atlético, Adriano lamentou a chance perdida pelos jovens companheiros de disputar uma final. “Nós recuamos muito, eles foram para cima e acabamos com a derrota”, resumiu o atleta de 32 anos. “Eu fico triste pelos garotos. Mas a vida é assim, quando eu era mais novo também passei por isso. Não pode abaixar a cabeça. Eles têm muito pela frente”, argumentou o jogador, que não completava uma partida inteira há dois anos e um mês.
A eliminação do sub-23 também tirou a possibilidade de Adriano ter uma partida a mais para ganhar ritmo de jogo visando ao confronto decisivo pela Libertadores, contra o The Strongest, na terça-feira. Mesmo assim, aprovou a participação especial no Estadual. “Está sendo na hora certa, tem um plano de trabalho para mim no clube”.
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Vestiário
Petkovic elogia Adriano e diz que time demorou para começar a jogarApós a derrota que eliminou o Atlético do Paranaense e acabou com a chance do técnico Petkovic chegar a uma final de campeonato na sua primeira experiência como treinador, o comandante rubro-negro elogiou a atuação de Adriano e lamentou o desempenho da sua equipe.
“É um time que não está acostumado com essa mídia, com esse público. Só começamos a jogar depois que sofremos o terceiro gol. Daí criamos, chutamos bola na trave, mas acabamos pagando caro pelo que o time deixou de fazer”, admitiu.
Petkovic ontem só alterou a equipe, que iniciou o jogo com três volantes, após o quarto gol, aos 31/2º. Mesmo assim, considera que o problema em campo foi técnico. “Fizemos um jogo abaixo do nosso nível tecnicamente e pagamos caro por isso”, disse.
Quanto à participação de Adriano, Petkovic só fez elogios. “O Adriano foi importante para botar pressão, cumpriu o seu papel. Foi importante para ele entrar em forma para a Libertadores”, afirmou o técnico.
A façanha levou o Tubarão ao lugar em que não chegava desde 1992, quando foi campeão diante do União Bandeirantes, na última “final caipira” do Paranaense. “Essa cidade, esse clube, merecem essa final”, lembrou o meia Celsinho, aos prantos.
Pelo Atlético, Adriano lamentou a chance perdida pelos jovens companheiros de disputar uma final. “Nós recuamos muito, eles foram para cima e acabamos com a derrota”, resumiu o atleta de 32 anos. “Eu fico triste pelos garotos. Mas a vida é assim, quando eu era mais novo também passei por isso. Não pode abaixar a cabeça. Eles têm muito pela frente”, argumentou o jogador, que não completava uma partida inteira há dois anos e um mês.
A eliminação do sub-23 também tirou a possibilidade de Adriano ter uma partida a mais para ganhar ritmo de jogo visando ao confronto decisivo pela Libertadores, contra o The Strongest, na terça-feira. Mesmo assim, aprovou a participação especial no Estadual. “Está sendo na hora certa, tem um plano de trabalho para mim no clube”.
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