domingo, 6 de abril de 2014

LONDRINA x MARINGÁ - GRANDE FINAL DO PARANAENSE 2014 DE FUTEBOL - gazetadopovo.com.br


Ivan Amorim/ Gazeta do Povo
Ivan Amorim/ Gazeta do Povo / Itamar Ballasalma foi o principal protagonista no título maringaense no Estadual de 1977Itamar Ballasalma foi o principal protagonista no título maringaense no Estadual de 1977Paranaense

Saudosismo alimenta novo clássico do café

Itamar Bellasalma, campeão pelo Maringá em 77, e Neneca, goleiro londrinense no título de 81, veem pouca semelhança no duelo atual com o passado vitorioso das duas cidades
06/04/2014 | 00:02 |
 

Londrina e Maringá tentam se reencontrar com o passado. Um tempo em que o futebol do interior era temido, dentro ou fora de casa. Um tempo em que o Tubarão e o então Grêmio de Maringá – que nada tem a ver com o atual finalista – brigavam constantemente por títulos e os conseguiram por três oportunidades cada.
Roberto Custódio/Jornal de Londrina
Roberto Custódio/Jornal de Londrina / O goleiro Neneca destaca a qualidade técnica do Londrina campeão paranaense de 1981Ampliar imagem
O goleiro Neneca destaca a qualidade técnica do Londrina campeão paranaense de 1981
Treinadores confiam em jogo ‘igual’
É consenso entre os treinadores de Londrina e Maringá que o primeiro jogo da final hoje, às 16 horas, no Estádio do Café, será marcado pelo equilíbrio. Tanto que ninguém sequer jogou o favoritismo para o outro lado para tentar tirar a responsabilidade pela vitória. Reflexo das campanhas da dupla: a Zebra somou 26 pontos até agora e o Tubarão 25.
“Precisamos ter consciência de que o adversário possui um time muito forte e qualificado”, analisa o técnico do Londrina, Cláudio Tencati, que espera um fechamento diferente em relação ao ano passado, quando a equipe ficou em terceiro lugar no Estadual.
Jogando fora de casa, o Maringá vai tentar arrancar pelo menos um empate para levar alguma vantagem para o Estádio Willie Davids no próximo domingo. “A nossa estratégia é sair no contra-ataque. Se no final estiver empatado, vamos cadenciar o jogo. Vai ser um jogo muito difícil”, projeta.
Itamar Bellasalma viveu o auge do certame na Cidade Canção. Ele comandava o ataque do Galo na campanha do Estadual de 1977. Na final, encaixou dois gols, um no Norte do Paraná e outro no Couto Pereira – 1 a 0 e 1 a 1 deram a taça. “O campeonato era mais parelho. Nós fomos campeões em Curitiba, imagina só. Tínhamos craques no time, como o Didi e o Ferreirinha”, lembra ele, com o pôster da conquista nas mãos.
Quase a mesma situação do Londrina de 1981, que foi passando pelos adversários da capital com facilidade. Na final encontrou exatamente o Grêmio Maringá. Uma vitória no Willie Davids por 3 a 2 e outra no Café por 2 a 1 deu o segundo título estadual ao Tubarão – o tri veio em 1992.
Em campo, em 81, estava o goleiro Neneca. “Aquele time era muito diferente desse de hoje. Tinha mais qualidade, mais jogadores decisivos. Olha só, tinha Carlos Henrique, Carlos Alberto Gar­­cia, Paulinho, Nivaldo, Zé Dias… Era sensacional”, recorda. Se as equipes de hoje não são insinuantes como as de antigamente, só o fato de voltarem a decidir um título depois de 22 anos é motivo de comemoração – a última final com times do interior foi em 1992, quando o LEC bateu o União Bandeirante.
“É gratificante ver esse fortalecimento do interior. E chegaram com méritos. O interior fica muito esquecido quando não tem título e agora o próprio campeonato fica mais competitivo e atraente para os torcedores”, comenta Itamar, que até hoje é reconhecido e parabenizado pelas ruas de Maringá.
Os dois são muito ligados às cidades onde foram campeões. Até por isso cada um faz um prognóstico para a decisão com uma parcialidade flagrante. “Vai ser um jogo difícil, com certeza. Mas acho que o Londrina vem fazendo um bom final de campeonato e está mais inteiro”, projeta Neneca. Do outro lado, Itamar joga o favoritismo para Maringá. “A cidade está precisando disso e seria bonito o Maringá vencer. É uma equipe com bons jogadores e tem tudo para vencer.”

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