quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

MAIS UM PONTAGROSSENSE QUASE NO TOPO DO MUNDO - PARABÉNS - site dcmais.com.veiculou a noticia ora postada

Ponta-grossense escala o Kilimanjaro

Gisele WardaniFale com o repórter
Publicado em: 10/02/2013 - 00:00 | Atualizado em: 09/02/2013 - 11:11
O jornalista ponta-grossense Jeferson Augusto Gonçalves, 29 anos, está em intercâmbio na África e completou recentemente a escalada ao Monte Kilimanjaro, no norte da Tanzânia, junto à fronteira com o Quênia. É o ponto mais alto da África. O antigo vulcão, com o topo coberto de neve, ergue-se no meio de uma planície de savana, oferecendo um espetáculo único. Segundo ele, a escalada é feita na maior parte por caminhada, e somente alguns trechos são usadas as mãos. “Não é nada muito técnico, e qualquer pessoa com o mínimo de preparo físico pode fazer, mas em alguns momentos foi bem complicada, sobretudo no último dia de subida. Mas é uma experiência inesquecível”, destaca.
A aventura foi feita com uma equipe de seis pessoas, entre eles um guia e dois ajudantes. “Eles carregam as minhas coisas, como bagagem, barraca e mais o que for usado pela equipe durante a subida, e na equipe ainda um cozinheiro, mas além deste grupo centenas estavam no Kilimanjaro para subir”, destaca. O Kilimanjaro é um parque, e de acordo com ele, centenas de pessoas entram para escalar a montanha. A aventura teve duração de seis dias. “Os quatro primeiros dias para subir, ai no quarto é a chegada até o cume, mas também tem mais um bom trecho de descida. Na verdade existe uma trilha, que é mais fácil, a Marangu, que é voltada para famílias, pessoas que não tem tanto preparo físico e querem se aventurar”, destaca. Ele optou pela Machame, que é a trilha mais difícil e atualmente mais popular.
Preparação
Ele conta que não teve necessidade de preparação específica antecipada. “Para escalar é preciso ter certo condicionamento físico razoável, e quando estava no Brasil sempre andava de bicicleta, caminhava bastante, e durante a viagem fiz algumas longas caminhadas, então já tinha preparo suficiente”, enfatiza.
Na última etapa da subida, Jeferson sentiu a altitude. “Sofre um pouco com a falta de ar, dores de cabeça e enjôo. Na caminhada até o Uhuru Peak, que é o ponto mais alto, a 5.985 metros acima do nível do mar, praticamente tinha que parar a cada 10 minutos de caminhada. O frio lá em cima também incomoda bastante, as mãos congelam e tive algumas queimaduras no nariz”, comenta. Em um dos dias, conta, choveu bastante, e as dificuldades foram maiores. “Mas a maior dificuldade foi ficar seis dias sem tomar banho, sonhava com um chuveiro”, destaca.
Realização
Mas, acima de tudo, a sensação foi de realização. “Foram diferentes tipos de sensações, e quando, no final, recebi o certificado do parque foi um alívio, porque lá em cima acho que pelos efeitos da altitude não acreditei muito, mas depois foi só alegria mesmo e gratidão ao pessoal da minha equipe, por ter me ajudado tanto”, conta.
Alimentação
A alimentação foi uma das surpresas. “Dentro das limitações dos acampamentos, o cozinheiro conseguiu fazer um ótimo trabalho. Com três refeições ao dia, sempre em bastante quantidade, sempre com muito carboidrato, arroz, batatas, macarrão, muitas frutas principalmente pela manhã, e eu tinha café e chá”. Além dos materiais básicos, Jeferson levou a câmera fotográfica. “Tudo foi um presente para mim”, destaca.
Impressionante
Dos vários lugares que tem conhecido, no que se refere à natureza o Kilimanjaro é o que mais impressionou. “Realmente imponente, mas a cidade onde estou agora, Dar es Salaam, na Tanzânia, impressiona também por se diferente de todos os outros lugares que estive, com mercados enormes ao ar livre, trânsito caótico, em alguns pontos a infraestrutura é bem precária, em outros locais ninguém fala inglês, enfim, um lugar bem diferente, finaliza. Antes de se aventurar na África, Jeferson Augusto era repórter de Esportes do Diário dos Campos.

Jeferson Augusto/Divulgação
Na caminhada até o Uhuru Peak, que é o ponto mais alto, a 5.985 metros acima do nível do mar, foram os momentos mais difíceis

Nenhum comentário:

Postar um comentário