domingo, 11 de novembro de 2012

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40º Fenata tem Mário Quintana e Glauber Rocha neste domingo

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Publicado em: 11/11/2012 - 00:00 | Atualizado em: 10/11/2012 - 11:05
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O grupo ‘Téspis Cia. de Teatro’, de Itajaí (SC), apresenta o espetáculo para crianças “Lili reiventa Quintana”



A programação do 40º Festival Nacional de Teatro – Fenata apresenta duas peças neste domingo. Promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com apoio da CCR RodoNorte, Caixa Econômica Federal, Ministério da Cultura (Lei de Incentivo à Cultura) e Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, o festival segue até o dia 14, com encenações em casas de espetáculos, escolas, praças, ruas e outros espaços alternativos.
No Teatro Marista, às 14 horas, o grupo ‘Téspis Cia. de Teatro’, de Itajaí (SC), apresenta o espetáculo para crianças “Lili reiventa Quintana”, de autoria de Max Reinert, a partir do livro ‘Lili Inventa o Mundo’, de Mario Quintana. O próprio Max Reinert dirige a peça de 40 minutos de duração. Trata-se de uma homenagem ao centenário do poeta Mário Quintana. Era uma vez uma menina chamada Lili... que sonha... perdida entre caixas, livros, fragmentos de histórias. Então é necessário encontrar o que fazer e a chave para sair deste lugar. Uma viagem por mundos construídos através das palavras, histórias e poemas de Quintana. Os interessado devem retirar convites antecipadamente, na Proex (Praça Marechal Floriano, 129).
Na mostra adulto, às 20h30, no Cine Teatro Ópera, a ‘Cia. Provisória’, do Rio de Janeiro (RJ), encena “Deu e o Diabo na Terra do Sol”. A direção é de Jefferson Almeida. O clássico texto de Glauber Rocha narra a saga de Manuel e Rosa. A comida pouca, o trabalho pesado, a absoluta falta de facilidades são fatos rotineiros na vida desses dois. Manuel num gesto heroico (antiheróico), tentando manter o que lhe resta de dignidade, torna-se o assassino do Coronel Morais – seu patrão, explorador e carrasco. Perseguido pelos homens de Morais que já mataram sua mãe, Manuel e Rosa lançam-se a um calvário em busca da salvação espiritual em detrimento de um corpo que sofre desde sempre. A partir desse momento, junto aos dois, começam a presenciar a batalha travada pelo duo poder/religião.
De um lado está o Santo Sebastião – beato ilustre, responsável pela debandada de grande parte dos empregados dos coronéis da região que viram em suas promessas uma possibilidade de existência –, do outro os próprios coronéis. O primeiro luta com as armas fortes da religião os outros com armas de fogo, e é nesta campanha – a dos armados – que entra a misteriosa figura de Antônio das Mortes, vil matador de aluguel que faz do seu ofício um orgulho. Antônio das Mortes, cumprindo seu dever, comete um massacre de beatos, em Monte Santo, deixando vivos, apenas, Manuel e Rosa.
Neste ponto da história surge a antológica figura de Corisco, o Diabo Louro. Representante do grande cangaço, Corisco é uma espécie de herói dos pobres e marchava com sua esposa e seguidores em busca do Deus Negro, Sebastião. Ao saber do assassínio, Corisco promete vingança e sai à caça de Antônio. Encontram-se. Em épica batalha o matador de cangaceiros mata Corisco e fere sua mulher, Dadá. Assegurado pela promessa do Santo de que um dia o sertão viraria mar e o mar, sertão, Manuel corre até encontrar o mar. E no mar, a esperança de, ainda, viver.

A programação do 40º Fenata está disponível no endereço www.uepgcultura.com.br

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