Panos quentes
Governo ignora declarações do secretário da Copa, mas ressalta a idoneidade da Paraná Fomento, autarquia responsável pelo empréstimo ao Atlético
O Palácio Iguaçu silenciou-se sobre a polêmica envolvendo o secretário estadual para Assuntos da Copa do Mundo de 2014, Mario Celso Cunha (PSB). O político, durante uma reunião do conselho do Atlético, ventilou a hipótese de o clube não saldar os repasses da União para a obra na Arena.
A única reação do governo Beto Richa (PSDB), em nota, foi ressaltar a idoneidade da Paraná Fomento, autarquia que participará diretamente da operação para viabilizar a reforma do estádio visando ao evento Fifa.
Leia matéria completa.
André Pugliesi
Marcos Malucelli e Gláucio Geara, ex-presidentes dos Conselhos Administrativo e Deliberativo do Atlético, respectivamente, reagiram à revelação do “não pagamento” sugerido por Mario Celso Cunha, atual secretário para Assuntos da Copa do Mundo, feita em uma reunião do clube, em 2010, quando os dois eram dirigentes. Ambos disseram que a insinuação foi rebatida imediatamente e o Rubro-Negro, em momento algum, pensou em emprestar dinheiro público para a conclusão da Arena sem a intenção de pagar.
“Eu era o presidente e rechacei logo em seguida. O Gláucio [Geara] me passou a palavra e eu deixei muito claro que, caso o clube acabasse assumindo o empréstimo do BNDES, nós não daríamos calote em ninguém. Pagaríamos todos os centavos, pois o Atlético tem um nome a zelar”, afirma Marcos Malucelli.
O ex-dirigente recorda ainda: “O empréstimo só sai com garantias. Se a pretensão fosse essa, eu disse ainda pra que ele [Mario Celso] desse as garantias dele e sofresse as consequências. Perguntei se ele daria o aval e a resposta foi negativa. Lembro também que fui aplaudido pelos conselheiros assim que terminei de falar.”
Presidente da mesa na ocasião, Gláucio Geara diz que não pôde se manifestar. “Como eu estava comandando as discussões, não podia dar minha opinião no momento, tomar partido. O assunto foi levantado por ele [Mario Celso] e era da responsabilidade dele somente”, afirma. “Agora, é claro que a minha posição sempre foi por realizar tudo da forma mais transparente e correta possível”, completa o ex-comandante do Deliberativo atleticano.
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.O órgão pegará emprestado R$ 138,4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os repassará à CAP S/A, sociedade criada para remodelar a praça esportiva.
Na edição de domingo, a Gazeta do Povo revelou – por meio de um vídeo obtido com exclusividade – que Cunha havia sugerido ao Atlético, em 2010, não pagar os empréstimos do poder público para conclusão do Joaquim Américo. O secretário era vereador, líder do prefeito Luciano Ducci (PSB) e presidente da comissão especial para Assuntos do Mundial à época
A única reação do governo Beto Richa (PSDB), em nota, foi ressaltar a idoneidade da Paraná Fomento, autarquia que participará diretamente da operação para viabilizar a reforma do estádio visando ao evento Fifa.
Entrevista
Confira entrevista comMario Celso Cunha, secretário estadual para Assuntos da Copa.Leia matéria completa.
Entenda o caso
Em 2010, durante reunião do Conselho Deliberativo do Atlético, Mario Celso Cunha – então vereador pelo PSB, líder do prefeito Luciano Ducci (PSB) – defendeu que o clube deveria pegar dinheiro emprestado do BNDES e que o mesmo não precisaria ser pago, pois o governo federal anistiaria a dívida no futuro. “Se os clubes forem assumir esses financiamentos [para obras em estádios] não vão pagar coisa nenhuma”, disse. O vídeo do encontro foi conseguido pela Gazeta do Povo na semana passada. Questionado, o hoje secretário estadual para Assuntos da Copa reconheceu o erro.Conselho
Atlético rechaçou proposta de “não pagar”André Pugliesi
Marcos Malucelli e Gláucio Geara, ex-presidentes dos Conselhos Administrativo e Deliberativo do Atlético, respectivamente, reagiram à revelação do “não pagamento” sugerido por Mario Celso Cunha, atual secretário para Assuntos da Copa do Mundo, feita em uma reunião do clube, em 2010, quando os dois eram dirigentes. Ambos disseram que a insinuação foi rebatida imediatamente e o Rubro-Negro, em momento algum, pensou em emprestar dinheiro público para a conclusão da Arena sem a intenção de pagar.
“Eu era o presidente e rechacei logo em seguida. O Gláucio [Geara] me passou a palavra e eu deixei muito claro que, caso o clube acabasse assumindo o empréstimo do BNDES, nós não daríamos calote em ninguém. Pagaríamos todos os centavos, pois o Atlético tem um nome a zelar”, afirma Marcos Malucelli.
O ex-dirigente recorda ainda: “O empréstimo só sai com garantias. Se a pretensão fosse essa, eu disse ainda pra que ele [Mario Celso] desse as garantias dele e sofresse as consequências. Perguntei se ele daria o aval e a resposta foi negativa. Lembro também que fui aplaudido pelos conselheiros assim que terminei de falar.”
Presidente da mesa na ocasião, Gláucio Geara diz que não pôde se manifestar. “Como eu estava comandando as discussões, não podia dar minha opinião no momento, tomar partido. O assunto foi levantado por ele [Mario Celso] e era da responsabilidade dele somente”, afirma. “Agora, é claro que a minha posição sempre foi por realizar tudo da forma mais transparente e correta possível”, completa o ex-comandante do Deliberativo atleticano.
Interatividade
Qual o peso das declarações do secretário para a lisura da Copa no Paraná?Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Debate
Participe da discussão interativa sobre as declarações do secretário estadual da Copa ao conselho do Atlético http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/copa2014/Na edição de domingo, a Gazeta do Povo revelou – por meio de um vídeo obtido com exclusividade – que Cunha havia sugerido ao Atlético, em 2010, não pagar os empréstimos do poder público para conclusão do Joaquim Américo. O secretário era vereador, líder do prefeito Luciano Ducci (PSB) e presidente da comissão especial para Assuntos do Mundial à época
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