quinta-feira, 15 de março de 2012

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Petroleira dos EUA identifica novo
vazamento na bacia de Campos

Chevron, responsável por acidente em 2011, diz que investiga origem do óleo
Gabriela Pacheco, do R7 | 15/03/2012 às 16h51
Divulgação / SEA
vazamento
Mancha de óleo verificada na bacia de Campos em novembro passado
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A petroleira americana Chevron, responsável por vazamento de óleo na bacia de Campos em novembro passado, informou nesta quinta-feira (15) a existência de um novo vazamento de óleo no campo do Frade, na bacia de Campos, identificado por meio do surgimento de bolhas no oceano a cerca de 3 km das manchas verificadas em 2011.
Fotos: relembre em imagens o vazamento de 2011
A Chevron, impedida de perfurar no Brasil desde o acidente do ano passado, calcula que, dessa vez, 5 litros do óleo estejam dispersos no oceano. A petroleira informou que está investigando a origem do vazamento. Reportagem do R7 revelou que, no final do mês passado, o óleo continuava a vazar em Campos, quase quatro meses após o acidente no poço.
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente disse ter sido informada sobre o problema, mas até as 17h ainda não tinha uma posição oficial sobre o novo vazamento. A reportagem do R7 procurou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) que, por meio de nota, informou ter autuado a petroleira na quarta-feira (14) por "não atender notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações na área".
Na quarta-feira, técnicos da ANP estiveram no centro de comando de crise da Chevron e determinaram a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa.
A ANP informou na terça-feira passada (13) ter concluído as investigações sobre o vazamento de 2011 no campo de Frade e reiterou que a companhia continua proibida de perfurar no local. Segundo a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, a agência diverge da Chevron sobre as causas do vazamento. Ela não deu detalhes sobre as conclusões das investigações, mas disse que a ANP ainda não foi convencida de que não há mais riscos de operação por parte da Chevron em Frade e, por isso, a companhia continua impedida de perfurar no local.

A nova diretora-geral disse que a Chevron terá amplo espaço para se defender no caso -- o principal executivo da companhia disse nesta semana, nos EUA, que espera ter um tratamento "justo" no Brasil. A diretora acrescentou ainda que acredita que a Chevron conseguirá mitigar os problemas que a impedem de perfurar no Brasil.

O vazamento de ao menos 2,4 mil barris de petróleo no campo de Frade, em novembro, resultou na abertura de processos judiciais contra a Chevron, em autuações e pedido de indenização no valor de R$ 20 bilhões.
 

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