Tesouros naturais para além de Vila Velha
Distrito de Itataioca, perto de Ponta Grossa, revela paisagens
inacreditáveis e cachoeiras de tirar o fôlego. O problema é chegar lá
14/02/2013 | 00:12 | Derek Kubaski, especial para a Gazeta do Povo
Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Todos esses locais ficam no Distrito de Itaiacoca (Região Leste de Ponta
Grossa). Ainda dentro da cidade, o ponto principal de saída para todos eles é a
rotatória que fica em frente do câmpus da Universidade Estadual de Ponta Grossa
(UEPG), no bairro Uvaranas. A dificuldade, no entanto, é fazer o turista chegar
até lá. Nas rodovias que passam por Ponta Grossa, não há sinalização. Para quem
vem de Curitiba, uma saída é pegar o Contorno Leste – ligação pavimentada entre
a rodovia e o bairro Uvaranas, sem passar pelo Centro.
Contato: (42) 8413-6307 – Valdecir
Entrada: R$ 5 por pessoa
Cachoeira e Canyon do Rio São Jorge
Em frente à UEPG Uvaranas, converter à esquerda (Rua Valério Ronchi) – há sinalização na via
Contato: (42) 3226-3731 – Lourenço
O local tem banheiros, pontos de luz, área de camping, chuveiros e lanchonete
Entrada: R$ 7 por pessoa
Capão da Onça
Balneário natural com corredeiras – há sinalização na Rodovia do Talco (estrada de Itaiacoca), mas a placa está colocada a 200 metros antes da entrada. O motorista deve estar atento para não passar reto.
E, mesmo que ache a entrada, o turista precisará de paciência, porque o
Contorno tem algumas rotatórias sem sinalização e, fatalmente, será necessário
parar para perguntar como chegar à Rodovia do Talco ou à estrada do Rio São
Jorge. Também na BR-376, na altura do km 506, à direita, existe uma estrada que
leva direto à rodovia de Itaicoca, mas não é pavimentada.
Sinalização confusa
Nas proximidades do terminal de ônibus urbano existem algumas placas indicativas, mas elas só informam a direção do Buraco do Padre, uma furna acessível pela parte de baixo e de cujo topo escorre uma cachoeira formada pelo rio Quebra Perna. O sentido é o mesmo para os outros atrativos, mas a sinalização não informa isso. Até as proximidades do campus da UEPG Uvaranas, à grande maioria das placas continua apontando apenas para o Buraco do Padre, justamente o único atrativo que está interditado na região.
O site da Prefeitura Municipal informa que o local será reaberto em fevereiro. No entanto, as obras estão paralisadas devido à falta de segurança. O proprietário do local, empresário Álvaro Scheffer, diz que a reabertura vai atrasar. “Teremos uma reunião com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para definir um esquema de segurança para os nossos trabalhadores e também para as máquinas, já que vândalos depredaram algumas delas. Enquanto isso não for resolvido, não podemos tocar a obra”, salienta.
Point
Díficil de encontrar, cachoeira atrai 150 por fim de semana
A apenas sete quilômetros do Parque Estadual de Vila Velha, uma cachoeira de 30 metros se esconde em meio à mata. O local, conhecido como Mariquinha, tem banheiros, chuveiro, área para camping, bar e uma vista incrível. Mas o único acesso é pela Rodovia do Talco.
Uma vez na rota, para quem vem pela UEPG, é preciso ter atenção: a primeira placa que indica a direção da cachoeira fica já na altura da Fazenda Escola da UEPG, sete quilômetros depois do campus. Chegando à localidade do Passo do Pupo, é preciso entrar à direita – mas também não há sinalização. Mais à frente, há outra entrada à direita. Até existe uma placa, mas ela encoberta.
Quem colocou as placas foi Valdecir Clarindo, que cuida do local há dez anos. “Temos problemas com vândalos que arrancam, apedrejam, atiram nelas. Já tive que trocar as placas quatro ou cinco vezes”, diz. Segundo ele, o único auxílio da Prefeitura é a manutenção da estrada.
O local que atrai uma média de 150 pessoas por fim de semana é um refúgio para o professor de Geografia da UEPG, Lucinei Myszynski. “Mas se o visitante não vier com alguém que já conhece, a chance de se perder é grande”, avisa.
O presidente da Fundação Municipal de Turismo de Ponta Grossa, Eldo Bortolini, reconhece que esses pontos turísticos nunca receberam a atenção necessária. “Faltou organização e objetividade e encarar o turismo como atividade econômica, mas isso tudo vai ser trabalhado”, garante.
Serviço
Cachoeira da MariquinhaContato: (42) 8413-6307 – Valdecir
Entrada: R$ 5 por pessoa
Cachoeira e Canyon do Rio São Jorge
Em frente à UEPG Uvaranas, converter à esquerda (Rua Valério Ronchi) – há sinalização na via
Contato: (42) 3226-3731 – Lourenço
O local tem banheiros, pontos de luz, área de camping, chuveiros e lanchonete
Entrada: R$ 7 por pessoa
Capão da Onça
Balneário natural com corredeiras – há sinalização na Rodovia do Talco (estrada de Itaiacoca), mas a placa está colocada a 200 metros antes da entrada. O motorista deve estar atento para não passar reto.
Sinalização confusa
Nas proximidades do terminal de ônibus urbano existem algumas placas indicativas, mas elas só informam a direção do Buraco do Padre, uma furna acessível pela parte de baixo e de cujo topo escorre uma cachoeira formada pelo rio Quebra Perna. O sentido é o mesmo para os outros atrativos, mas a sinalização não informa isso. Até as proximidades do campus da UEPG Uvaranas, à grande maioria das placas continua apontando apenas para o Buraco do Padre, justamente o único atrativo que está interditado na região.
O site da Prefeitura Municipal informa que o local será reaberto em fevereiro. No entanto, as obras estão paralisadas devido à falta de segurança. O proprietário do local, empresário Álvaro Scheffer, diz que a reabertura vai atrasar. “Teremos uma reunião com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente para definir um esquema de segurança para os nossos trabalhadores e também para as máquinas, já que vândalos depredaram algumas delas. Enquanto isso não for resolvido, não podemos tocar a obra”, salienta.
Point
Díficil de encontrar, cachoeira atrai 150 por fim de semana
A apenas sete quilômetros do Parque Estadual de Vila Velha, uma cachoeira de 30 metros se esconde em meio à mata. O local, conhecido como Mariquinha, tem banheiros, chuveiro, área para camping, bar e uma vista incrível. Mas o único acesso é pela Rodovia do Talco.
Uma vez na rota, para quem vem pela UEPG, é preciso ter atenção: a primeira placa que indica a direção da cachoeira fica já na altura da Fazenda Escola da UEPG, sete quilômetros depois do campus. Chegando à localidade do Passo do Pupo, é preciso entrar à direita – mas também não há sinalização. Mais à frente, há outra entrada à direita. Até existe uma placa, mas ela encoberta.
Quem colocou as placas foi Valdecir Clarindo, que cuida do local há dez anos. “Temos problemas com vândalos que arrancam, apedrejam, atiram nelas. Já tive que trocar as placas quatro ou cinco vezes”, diz. Segundo ele, o único auxílio da Prefeitura é a manutenção da estrada.
O local que atrai uma média de 150 pessoas por fim de semana é um refúgio para o professor de Geografia da UEPG, Lucinei Myszynski. “Mas se o visitante não vier com alguém que já conhece, a chance de se perder é grande”, avisa.
O presidente da Fundação Municipal de Turismo de Ponta Grossa, Eldo Bortolini, reconhece que esses pontos turísticos nunca receberam a atenção necessária. “Faltou organização e objetividade e encarar o turismo como atividade econômica, mas isso tudo vai ser trabalhado”, garante.
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