quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

SEGUNDO REPORTAGEM DO DCMAIS.COM.BR - 8% DOS PONTAGROSSENSES VIVEM EM FAVELAS.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, ontem, mais detalhes do Censo de 2010. Desta vez, o alvo são os chamados ‘aglomerados subnormais’, ou assentamentos irregulares, o que inclui favelas e invasões, por exemplo. Em 2010, o Brasil somou 6.329 aglomerados subnormais, presentes em 323 dos 5.565 municípios brasileiros: 6% da população brasileira, em 2010, vivia em favelas. Em Ponta Grossa, dos 94.907 domicílios particulares ocupados, 3.592 estão situados em 19 assentamentos irregulares, totalizando 13.117 moradores. No município, 3,85% estão alocados em favelas.
Entre os 19 pontos em que há aglomerados subnormais, em Ponta Grossa, o mais populoso é a Vila Coronel Claudio, com 635 domicílios e média de 3,68 moradores por casa. Na sequência, vem a Vila Cristina, com 520 moradias e a Vila Dalabona, com 469 casas. Quanto ao sexo, a divisão é praticamente equivalente: são 6.492 homens e 6.625 mulheres. Dezoito por cento desse total estão na faixa etária entre 20 e 29 anos.
Boa parte dos moradores das áreas consideradas irregulares é de raça branca, de acordo com o IBGE: são 8.216, de 13.117 moradores. São, ainda, 4.358 pardos; 501 da raça preta e 31 da amarela.
Dos 3.592 domicílios em Ponta Grossa, apenas 64 não tinham energia elétrica. A maioria dos domicílios localizados em áreas irregulares possuía coleta seletiva de lixo em 2010: 3.481 de 3.592 casas. Minoria fica entre os domicílios, situados nesses aglomerados subnormais, que possuem rede geral de esgoto ou pluvial. Dados do IBGE apontam que do total de domicílios, 1.902 ainda não tinham rede geral de esgoto ou pluvial.
Apesar de estar abaixo da média quanto à quantidade de aglomerados subnormais, é preciso avaliar a condição de Ponta Grossa. “Apesar de termos cerca de 3% dos moradores em favelas, quando a média nacional é de 6%, não nos cabe comemorar. Isso não nos alegra, pois o ideal é que esse número fosse zero”, comenta o secretário municipal de Assistência Social, Edilson Baggio.
De acordo com ele, a busca pela redução é permanente. “E essa busca ocorre em todas as esferas de governo: municipal, estadual e federal. Todos se empenham para combater a miséria e a fome. Em Ponta Grossa, trabalhamos nesse resgate social, buscando a promoção humana, através da geração de emprego”. A publicação completa sobre aglomerados subnormais está disponível no www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/aglomerados_subnormais/default_aglomerados_subnormais.shtm.

Renda
Dados do IBGE apontam, ainda, que dos 3.592 domicílios, 2.235 têm rendimento total mensal entre ¼ de salário mínimo a um salário mínimo (R$ 510). Desse total, em 115 domicílios não foi identificado rendimento mensal. Em média, são R$ 300 por mês em rendimentos.

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