sexta-feira, 23 de março de 2012

NOTICIA VEICULADA SOBRE MORTE DE BRASILEIRO NA AUSTRALIA - PORTAL TERRA.COM.BR

Ouvidor: investigação sobre morte de Roberto será justa e imparcial
Brasileiro foi morto pela polícia no último domingo. Foto: EFE Brasileiro foi morto pela polícia no último domingo
Foto: EFE

Liz Lacerda
Direto de Sydney
O ouvidor do Estado de New South Wales (NSW), Bruce Barbour, garantiu que as investigações sobre a morte do brasileiro Roberto Laudisio serão justas e imparciais. "Sabemos que é um caso que envolve relações internacionais, mas isso não muda a lei. Posso garantir aos brasileiros e aos australianos que o processo vai ser correta e propriamente analisado", declarou.

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Suspeito de roubar um pacote de biscoitos de uma loja de conveniências, Laudisio foi morto por policiais no último domingo, depois de receber pelo menos três descargas de uma pistola de choque (taser). Nesta fase inicial do processo, as investigações ainda estão sob responsabilidade do Departamento de Homicídios, vinculado à própria polícia.
Barbour descarta, no entanto, a possibilidade de corporativismo. "Nós já estamos acompanhando todo o andamento do caso, em contato direto com os investigadores e com acesso irrestrito aos computadores da polícia", ressaltou.
Criada há 37 anos, a ouvidoria de NSW é um órgão independente do governo, vinculado ao Parlamento. "Nós temos poder para garantir que a investigação será idônea. Se os policiais agiram de forma incorreta, isso vai ser certamente esclarecido", enfatizou.
A ouvidoria tem poder para divulgar o vídeo do circuito interno de segurança da loja de conveniências, que poderia provar a inocência de Laudisio. "Não vamos tomar essa decisão, correndo o risco de prejudicar as investigações. Assim que o processo for concluído, essas informações serão liberadas", disse.
A investigação pode durar um ano até que o inquérito seja encaminhado ao "coroner", figura equivalente a de um procurador do Ministério Público no Brasil. Diante das proporções do caso Laudisio, a procuradora Mary Jerram já foi indicada para a função. "Estamos em contato permanente para assegurar justiça no processo", concluiu o ouvidor.

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