sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ESPETACULAR A NOTICIA DO JORNALISTA LUIZ CARLOS DE CASTILHO NO SEU PLANTAODACIDADE.COM.BR - É O FIM DA PICADA! CADÊ A POLICIA????

Realmente, é o fim da picadaLuiz Carlos Castilho
Se bem que, em determinadas situações, nunca se pode dizer que é o fim, pois algumas pessoas conseguem sempre ir mais além.
Nesta quarta-feira, foi postada e circulou na rede social Facebook esta foto, de um cidadão tranqüilamente posicionado na região do Terminal Central do transporte coletivo urbano, Praça João Pessoa, segurando uma corrente, presa a um cone, com o objetivo que seria o de cobrar “pedágio” em forma de pagamento ao “cuidador de carros”, ou “flanelinha”, como são conhecidos aqueles “prestadores de serviço”.
E foi dito na rede social que não se trataria de apenas um cidadão, mas, um grupo que teria tomado posse daquele espaço.
E, tão grave quanto o fato registrado na imagem, é o que disse quem postou a foto: “R$ 3,00 para estacionar no 'particular' da foto. Onde está a fiscalização da GM, da PM ou sei lá de quem? Até correntinha, cone e o 'segurança uniformizado’ tem. Perguntei se os 'home' não incomodam ele a resposta foi: 'nada, cai um pouco pro borso e beleza'. Tai...e lá para todos verem”.
Então, é de se perguntar para o “borso” de quem cai esse pouco. Imagina-se para o “borso” de quem é responsável pela fiscalização. Ou quem deve garantir a segurança das pessoas, ou a segurança do patrimônio público. Ou, ainda, de quem deve garantir o cumprimento do Código de Posturas do Município, que assegura o direito de ir e vir  da população ponta-grossense, pelas ruas, praças e passeios.
A questão dos “flanelinhas”, não é discussão nova, e este Plantão já colocou a público, pedindo providências.
Claro que não falta quem defenda ação dessas pessoas, dizendo que “são trabalhadores, que estão defendendo o sustento da família”, ou coisa parecida, como defendem os camelôs que comercializam produtos ilegais  por preço de banana em frente ou próximo ao comercio estabelecido, que paga aluguel, energia elétrica, funcionários, encargos sociais, e recolhem seus impostos. Ou aqueles que expõem seus produtos, de maior porte, transformando ruas em verdadeiras lojas ao ar livre. Todos trabalhadores, mas, que agem de forma ilegal.
“Flanelinhas” atuam em todos os cantos da cidade, em pontos diversos, ou de forma individual ou em bandos, como no local da foto, em frente a shoppings, igrejas e até mesmo em volta de sedes de órgãos oficiais, como na Ciretran de Ponta Grossa, por absurdo que possa parecer.
No Dia de Finados, neste ano, como em todos os anos, a Prefeitura estabeleceu normas para o comércio de flores em frente aos cemitérios. E fez bem, quem quer comercializar flores que faça seu cadastro junto ao órgão competente, respeite as regras, trabalhe e sustente a família. E questionamos: “Como ficam os ‘flanelinhas’ que ‘deitam e rolam’ no Finados, em todos os cemitérios, tomando o dinheiro do povo”?
E não há que se dizer que ninguém é obrigado a pagar, que “”paga quem quiser”. Não, paga quem tem medo!
Em 2008, foi divulgado em todo o Paraná que o comando local da Polícia Militar de Irati havia acabado com o problema dos “cuidadores de carros”, agindo de forma repressiva e obtendo total apoio da população.
O Plantão se interessou pelo assunto e foi ouvir o então comandante do 1º Batalhão da Policia Militar, ao qual era subordinado o comando em Irati. Queríamos saber porquê a mesma medida não era aplicada em Ponta Grossa. E o o major João Jorge do Santos Júnior no disse, e publicamos, que seria possível, sim, mas a partir de um debate com a sociedade. “Uma questão polêmica, complexa, que precisa ser discutida com a sociedade, através dos segmentos organizados”, segundo ele, “para que se defina se a repressão é o melhor caminho, se é o que a sociedade quer”.
Só que esse debate não aconteceu. E os “flanelinhas” se espalharam pela cidade.
Levamos a questão, também, a alguns vereadores, que prometeram estudar o assunto, visitar outras cidades, quem sabe envolver a Guarda Mirim, ou alguma outra solução.
Como a que sugerimos, do cadastro de “flanelinhas”, em número limitado, com a fixação de valor, todos uniformizados, com crachá para identificação, e um tiket que poderia remeter ao Município o eventual dano a veículo cuidado por um de seus credenciados. Motorista abordado por um desses “flanelinhas” não seria obrigado a pagar a taxa, mas, não teria medo, também. Abordado por alguém não cadastrado, uniformizado e identificado, poderia chamar a polícia e denunciar.
Os vereadores também esqueceram o assunto!
Agora, vejam o que está no site do Tribunal de Justiça do Paraná: “Três funcionários públicos municipais (R.N., C.D. e S.S.L.), que se valeram da autoridade de seus cargos para autorizar a realização da atividade ilícita de "cuidador" ou "guardador" de veículos ("flanelinhas") em área pública situada no entorno do Estádio Willie Davids, em Maringá (PR), mediante o pagamento de um percentual sobre os ganhos obtidos, foram condenados pela prática de ato de improbidade administrativa”. Lá está a notícia completa.
Estava indo para o “borso” dos funcionários.

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