Fla será a casa dos EUA em 2016 e vai receber R$ 740 mil para reformas
Clube assina carta de intenções com o Comitê Olímpico dos Estados Unidos. Atletas olímpicos e paralímpicos vão treinar na sede do clube
A presidente Patricia Amorim, o diretor de eventos internacionais do Comitê Americano, Doug Ingram, e o diretor executivo da agência que representa o comitê no Brasil, Pedro Rego Monteiro, concederam entrevista coletiva na sede do clube.
Parceria foi celebrada com Jade, Marcelinho e outros atletas do Fla (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Pela utilização do espaço, os americanos vão investir no Flamengo US$ 400 mil (R$ 743 mil) em melhorias estruturais na sede. Serão priorizadas obras de acessibilidade nos ginásios, salas de musculação e equipamentos para receber os atletas dos mais variados esportes praticados no clube.
- Não significa só um aporte financeiro, mas a possibilidade de intecâmbio com equipes americanas. É uma oportunidade única e exclusiva do Flamengo. O que mais poderíamos querer? O campeão de medalhas de ouro em sucessivos Jogos Olímpicos estará aqui. Estou realmente muito emocionada, é um sonho realizado. Espero que nossos atletas, nossos dirigentes, possam usufruir. O Flamengo parte para o próximo ciclo olímpico, o de 2016, com possibilidade enorme de sucesso no futuro. É uma medalha de ouro para nós, um momento histórico mesmo. Quando o Flamengo celebra essa parceria, entra para o grupo dos clubes diferenciados - disse Patricia Amorim.
A mandatária reconhece que a estrutura atual depende de muitos reparos e modernização. O caminho será longo.
- Nossas instalações são péssimas, apesar de terem melhorado bastante. Um esforço grande tem sido feito pelo clube sozinho, e com dificuldade, na melhoria das instalações. Conseguimos melhorar o ginásio de basquete, por exemplo. Temos projetos de construir outra arena, mas é mais adiante. Quanto à piscina, não posso considerar que nós temos, de tão antiga, tão ultrapassada. Nossas instalações são antigas e defasadas tecnicamente. Quando se mexe numa estrutura dessa, envolve infraestrutura, há muita coisa para fazer. O valor ajuda, mas o clube tem rubricas orçamentárias para andar também. Em janeiro, vamos receber US$ 100 mil do comitê e já vai ajudar nas reformas.
Do valor total, 90% serão aplicados na estrutura da sede, e o restante destinado às equipes de esportes olímpicos do clube. A fatia da verba será usada em despesas com viagens, hospedagens e alimentação.
Outro tema abordado na entrevista foi segurança. Segundo Doug Ingram, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos está tranquilo sobre a questão e confia no empenho do clube e das autoridades brasileiras durante a realização dos Jogos.
- Temos muita confiança na parceria. Um dos principais fatores para a escolha do Flamengo foi o compromisso que notamos no clube desde o começo com o patrimônio, com as melhorias que estão sendo feitas. A segurança foi um assuntro tratado desde o começo, há um ano e meio, um ponto de atenção do Comitê Olímpico dos Estados Unidos. Neste ano foram três visitas, estive várias vezes aqui antes do Pan (de 2007), durante o Pan. Sei que o Brasil tem tratado a segurança de forma séria e isso vai funcionar nos Jogos Olímpicos. Estados Unidos e Brasil têm um relacionamento excelente. Será uma competição segura para atletas de todo o mundo - comentou.
no início deste ano (Foto: agência AP)
Alguns atletas do clube, como as ginastas Jade Barbosa e Daniele Hypolito, a remadora Fabiane Beltrame e o ala-armador do time de basquete rubro-negro Marcelinho Machado, presenciaram a assinatura da carta de intenções e aprovaram a parceria
- O principal é ter contato com os melhores do mundo, saber como eles se preparam. Isso dá a ideia de como precisamos aprimorar nossas habilidades e evoluir - disse Marcelinho.
Enquanto receber os atletas americanos, a sede do Flamengo não ficará fechada para sócios. A utilização das dependências não será exclusiva.
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