Região colherá safra menor de feijão
Frio entre setembro e novembro e o período de seca estão influenciando na produtividade
Publicado em: 16/12/2011 - 06:00 | Atualizado em: 16/12/2011 - 09:20
| Fábio Mataveli |
|---|
| Colheita do feijão se estenderá até 15 de janeiro |
Os produtores de feijão na região (18 municípios) deverão colher uma safra menor que a prevista no período de plantio. A estimativa inicial apontava para uma colheita em torno de 98 mil toneladas, porém, neste momento, se prevê aproximadamente 75 mil toneladas. A quebra está relacionada ao clima. Os números são do Departamento de Economia Rural do núcleo regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Deral/Seab).
De acordo com José Roberto Tosato, agrônomo do Deral, o frio nos meses de setembro a novembro provocou o abortamento das flores do feijão. “Com isto teremos uma produção menor”, diz ao relatar ainda que a seca, no mês passado, também contribuiu para reduzir a expectativa de colheita. “É possível que seja colhido menos de 1.500 quilos por hectare”, alerta. A projeção inicial era em torno de 2 mil quilos por hectare de rendimento médio.
Tosato observa ainda que, nesta safra das águas (ou primeira safra), a área destinada ao plantio foi reduzida para cerca de 50.500 hectares, ou seja, 19% a menos que a cultivada no ano passado. “Os baixos preços pagos aos agricultores no final do semestre passado e até o momento desanimaram e eles decidiram aumentar a área de milho, cereal com melhor preço”, diz. Na última safra foram plantados 63.500 hectares e colhidas 125 mil toneladas.
Colheita
Os principais municípios produtores são Reserva e Ivaí. Estes iniciaram a colheita do feijão e estão verificando a quebra na safra. “A safra das águas tem como característica o feijão preto (80% da área plantada) e é tradicionalmente de pequenos produtores”, relata.
Segundo Tosato, o trabalho nas lavouras deverá ser encerrado até 15 de janeiro. “Neste momento, temos aproximadamente 15% da área colhida e com rendimentos baixos”, comenta.
Preço
O preço da saca está variando de R$ 75 a R$ 85. A tendência é de alta, já que houve regiões no País que perderam com a estiagem e com isto a cotação está reagindo. “Um preço que levaria os produtores a plantar seria, no mínimo, R$ 90 a saca”, acredita Tosato. “O risco é muito grande no plantio por causa da chuva no desenvolvimento e na colheita”, completa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário