domingo, 26 de janeiro de 2014

noticia veiculada no site folhacentrosul.com.br - Prefeito de Ponta Grossa 'inventa' invasão para atingir adversário. Mas, qual adversário?

Prefeito de Ponta Grossa 'inventa' invasão para atingir adversário. Mas, qual adversário?

Após a grande repercussão da falsa invasão, comunicada como crime, pelo Prefeito de Ponta Grossa-PR, Marcelo Rangel (PPS), a situação complicou para o chefe do executivo municipal diante da maioria dos cidadãos pontagrossenses.
REVEJA: Imagens desmentem versão dada por Prefeito de Ponta Grossa, sobre invasão de casa na praia
A opinião pública é implacável. Ainda mais quando a maioria descobre que a 'invenção' teria motivos políticos. Desde a descoberta da farsa até agora, as redes sociais receberam uma inundação de charges e piadas sobre a atitude do político.
Uma coisa é certa: o desgaste político do prefeito, depois desta falsa invasão é enorme e o prejuízo político é incalculável. E isso, desvela uma outra coisa, Rangel está muito mal de assessores e conselheiros, afinal seguidamente tem dado tiros no próprio pé, se blindando da imprensa, principalmente, da mídia livre, evitando diálogo e até atacando às vezes.
E o site, Política em Destaque, com Paulo Sérgio Rodrigues, publicou uma indagação muito pertinente e que deve ser esclarecida:
Política dem Destaque - Quem o Prefeito Queria Atingir Com a Denúncia de Espionagem?
A denúncia feita pelo Prefeito Marcelo Rangel de que um repórter, “a mando de outro político” teria invadido sua residência para fazer filmagens dele e de seus familiares, pegou mal. A reportagem feita pelo jornalista Johnny Soares, na terça-feira, mostra a tentativa de uma entrevista com o Prefeito, em sua casa da praia. No máximo, a atuação do repórter pode ser considerada de “excesso de curiosidade”, nada mais. Não houve invasão, nem espionagem e muito menos ameaças.
Porém, passado o episódio, resta no ar algumas perguntas que precisam ser respondidas. Entre elas, a principal, é de quem o Prefeito pretendia atingir com a denúncia de falso crime que fez à polícia e na internet, através das redes sociais. Para que lê as palavras escritas pelo Prefeito, dá a impressão de que houve uma ação arquitetada de uma equipe de espiões muito bem treinados “a mando de político” adversário do Prefeito.
E quem seria este político? Como Marcelo Rangel não disse o nome de ninguém, esta denúncia apócrifa caminha em um campo perigoso, pois coloca no campo do suposição para quem lê o desabafo do alcaide. E isto é complicado.
Em 2012, na campanha para a Prefeitura de Ponta Grossa, Marcelo Rangel enfrentou outros 4 adversários na disputa eleitoral: Péricles de Mello, Márcio Pauliki, Leandro Dias e Krystofer Banach, na sequência da votação do primeiro turno. No segundo turno, Marcelo enfrentou Péricles, tendo como vice João Barbiero. Qual destes 4 personagens o Prefeito tem interesse em atingir?
A pergunta persiste, pois o Prefeito Rangel, ao denunciar a suposta espionagem, o faz de maneira sem dizer nomes. Fica complicado tentar adivinhar de quem o Prefeito possa estar falando.
E diante disto, as figuras políticas que disputaram a Prefeitura com Marcelo Rangel, podem invocar para si a desconfiança da opinião pública, a mando de quem, segundo palavras de Rangel Facebook, estaria o referido jornalista.
Outro aspecto diz respeito ao termo “patrocinado por empresário ou político”. Todos os jornais, radios e TV´s, bem como Blogs de notícias, tem patrocinadores, empresas que anunciam nestas órgãos para divulgarem os nomes das empresas.
Então também fica complicado entender o porque do Prefeito escrever nestes termos, pois todos os jornalistas são patrocinados, sendo que a maioria inclusive, recebe ou recebeu verbas da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, para divulgação institucional das ações do Governo Municipal.
Ora, então, o Prefeito também “patrocina” jornais, revistas, TV´s e blogs, se formos neste prisma de análise.
Como fica agora a cabeça dos candidatos que foram adversários de Rangel? Péricles, Pauliki, Leandro e Banach devem estar preocupados com o que está pensando a opinião pública, pois ao denunciar anonimamente, o Prefeito colocou todos na berlinda.
Se fosse um deles, com certeza estaria preocupado com a repercussão, afinal de contas, jogar no ventilador e não dar nomes aos bois, fica complicado, pois tumultua a opinião pública, atirando contra alvos, sem se preocupar em quem vai acertar.
Na opinião desta editoria, nada disto teria acontecido, se um dos assessores mais próximos do Prefeito tivesse informado simplesmente que o Prefeito tirou alguns dias de folga, mas que estava despachando normalmente, recuperando-se do problema de saúde por qual passou. Simples, fácil e sem dor.
Entretanto, o Governo Marcelo Rangel teima em ter dificuldades de comunicação. Seus assessores mais diretos sofrem de problemas sérios daquele fenômeno popular “TASSI”…, ou seja, “está se achando…”, comportando-se como se fossem figuras inacessíveis e de um outro nível no qual simples mortais não conseguem chegar.
Seria muito mais interessante o sr. Prefeito tomar umas aulas de estratégia política, deixando de rompantes e destemperos, passando para uma postura mais flexível, conversando com aliados e com adversários políticos, mesmo com aqueles os quais considera seus inimigos.
Alguém preciso ensinar para o nosso alcaide que, em política, não se pode colecionar inimigos.
No máximo, adversários, os quais precisam ser respeitados, pois afinal de contas, ninguém é dono da verdade, e todos merecem respeito, mesmo aqueles que tem opiniões diferentes das nossas.
Em política, conversa-se com todo mundo, mesmo com aqueles que não são muitos próximos.
Aliás, um sábio e experiente político, um dos mais vencedores da história de Ponta Grossa, tem provado que, falar com adversários ensina muito mais do que com aqueles os quais julgamos nossos amigos e fiéis escudeiros.
Texto secundário/fonte: Política em Destaque

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