quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pólvora - Policiais civis denunciam superlotação na 13ª SDP - jmnews.com.br

Rodrigo de Souza | Ponta Grossa | 24/09/2014 às 03:37h |
Problema afetaria rotina diária dos profissionais, que precisam se dividir entre cuidar de detentos e atender população; local já abrigou 18 presos
As dificuldades no sistema carcerário de Ponta Grossa ganharam mais um capítulo durante o dia de ontem (23). Policiais civis da 13ª Subdivisão Policial da cidade denunciaram um problema de superlotação na carceragem do local, que acabaria prejudicando todo o trabalho dos profissionais de plantão.
A delegacia, que conta com duas celas de contenção com capacidade para, no máximo, oito detentos, já chegou a abrigar até 18 presos – mais que o dobro do suportado. Segundo informações dos policiais, alguns dos detentos estão alojados em uma sala destinada para funcionários da 13ª SDP e chegam até mesmo a ter acesso a celulares dentro da carceragem.
A situação acaba atrapalhando o serviço diário dos plantonistas, que precisam atender à solicitações da população, auxiliar delegados na produção de documentos e flagrantes e ainda cuidar dos presos que estão no local. Além disso, por estarem em apenas um ou dois profissionais de plantão, existe o perigo de arrebatamento dos detentos, ou seja, a tentativa de resgate daqueles que estão na delegacia esperando a transferência.
O delegado-chefe da 13ª DSP, Danilo Cesto, afirmou que o problema existe, mas que a situação está sob controle. Segundo ele, a ‘superlotação’ acontece no processo entre a autuação dos suspeitos e o encaminhamento deles até as penitenciárias. “O problema só será sanado se o Judiciário expedir os mandados de prisão com mais rapidez, para poder desafogar a delegacia”, afirmou.
Sobre a denúncia da utilização de celular por parte dos detentos, o delegado também confirmou a situação e disse que as medidas foram tomadas. “Tivemos um caso específico da utilização de celular, porém o preso foi punido por isso. Tomamos providências para evitar a entrada de celulares, inclusive trocamos as grades das janelas”, explicou. Sobre as acusações de utilização de salas de funcionários para abrigarem os suspeitos, o delegado afirmou que a situação já aconteceu, mas se tratou de casos esporádicos.
SINCLAPOL
Situação preocupa sindicato
Segundo Elter Garcia, responsável regional do sindicato da categoria, o problema atinge todo o Paraná. “O recebimento de presos em penitenciárias só pode acontecer mediante a determinação do poder judiciário e é essa demora que acaba superlotando delegacias e virando um grande problema de segurança”, ressaltou.

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