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A vertiginosa Dubai
Arquitetura exuberante e superlativa é o triunfo de Dubai, um
destino turístico surpreendente, criado a partir do dinheiro do petróleo
Publicado em 13/12/2012 | Gabriel Azevedo
Cravada no deserto, na costa do Golfo Pérsico, Dubai surgiu do nada. Em menos
de 50 anos, depois da descoberta do petróleo em 1966, a pequena vila foi
transformada em um oásis moderno de 2,3 milhões de habitantes, com construções
imponentes, arranha-céus gigantescos, hotéis sete estrelas decorados com ouro e
ilhas artificiais em formato de palmeira.
Neste ritmo, daqui a alguns anos, o Guinness World Records, o livro dos recordes, deve reservar um capítulo só para Dubai. Na terra do estrondoso, os minimalistas não têm chance. Tudo, absolutamente tudo, tem que impressionar pelo tamanho, beleza e riqueza: do maior free shop do mundo, localizado no aeroporto, ao edifício mais alto do planeta, o Burj Khalifa. Só ele bateu 14 recordes mundiais.
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Show das Águas: A partir das 18h30, a cada 30 minutos, até às 22h. O show dura três minutos. Gratuito. Al Mussallah Road.
Dubai Mall: Aberto de domingo a quarta-feira, das 10h às 22h; de quinta-feira a sábado, das 10h à 24h. Entrada gratuita. Al Mussallah Road.
Dubai Aquarium: Aberto de domingo a quarta-feira, das 10h às 22h; de quinta-feira a sábado, das 10h à 24h. A entrada custa a partir de R$ 20. Al Mussallah Road.
Basta Art Café: Todos os dias, das 8h às 22h. Al FAhidi Street, Bastakiya. Informações e reservas no fone 971 4 353-5071.
Ravi’s: Todos os dias, fica aberto 24h. Al-Satwa Rd, Nr Rydges Plaza. Informações e reservas no 971 4 331 5353.

São uma confederação de estados de grande autonomia, localizados entre Omã e a Arábia Saudita. Os sete emirados são Abu Dhabi (também capital dos EAU), Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e Fujairah.
Embora a classe econômica seja semelhante o das outras companhias aéreas (leia-se pouco espaço para pernas e quase zero de reclinação), o serviço de bordo, que inclui filé de cordeiro marinado em especiarias árabes, combinado com pimentões variados, grelhado no carvão e servido com molho aromatizado de canela; e o entretenimento -- 1.200 canais de filmes, séries, músicas e jogos -- ajudam, e muito, a compensar as 14 horas de voo que separam as duas cidades.
A situação do passageiro melhora ainda mais na primeira classe ou na executiva. Começa antes do embarque: o viajante pode ser apanhado em casa, por um motorista empresa, para ir até o aeroporto. Prioridade no check-in e sala VIP são elementares.
Dentro do avião, na primeira classe, as cabines são individuais. Na executiva, assentos-leito totalmente reclináveis, ambos integrados com o controle sem fio, com tela de toque e tela digital widescreen. O menu é especial e pode-se comer doces e salgadinhos o tempo inteiro. Isso sem falar no banheiro exclusivo e dos amenities Bulgari. No fim do voo, sua bagagem já foi retirada pelos funcionários. Mimo é pouco.
Serviço:
O Brasil tem duas ligações diretas, diárias, com Dubai. O avião de São Paulo parte todos os dias à 1h25, e chega a Dubai às 21h15. O voo do Rio de Janeiro parte às 03h10, e chega às 22h50. Em ambos os trechos, as passagens de ida e volta custa em torno de R$ 4 mil, na econômica, R$ 15 mil, na executiva, e R$ 30 mil na primeira classe. Mais informações pelo www.emirates.com
VÍDEO: O repórter Gabriel Azevedo fala sobre a cultura e as
curiosidades de Dubai
Com 828 metros de altura e 163 andares, o Burj Khalifa pode ser visto a 90 quilômetros de distância, e merece, obrigatoriamente, uma visita. Inaugurado em 2010, depois de seis anos de obra, o prédio – feito de concreto e aço – é a síntese dos Emirados Árabes Unidos (EAU): reúne arquitetura arrojada e muito luxo.
A aventura começa no Dubai Mall, o maior shopping do mundo. Localizado no térreo, ao lado do Burj Khalifa, esse gigantesco templo do consumo tem 1,2 mil lojas, 120 restaurantes e uma infinidade de lanchonetes. As principais redes mundiais de fast food estão lá, com preços bem mais acessíveis do que no Brasil. É preciso horas e mais horas para percorrer (e, provavelmente, se perder) nos corredores lotados de grifes famosas, uma pista de patinação olímpica e o Dubai Aquarium, um dos maiores (ah, não me diga!) aquários do mundo, com mais de 30 mil espécies marinhas.
Depois de embaralhar a cabeça com tantas vitrines, é hora de subir o Burj Khalifa. A diversão começa no elevador. Com música e luzes, demora apenas um minuto para chegar ao “At the top”, um deque de observação com 360 graus, a 442 metros do chão, no 124.º andar.
Lá de cima, Dubai parec apenas uma maquete exposta em algum escritório de arquitetura. É um canteiro de obras no meio do deserto, banhado pelo Golfo Pérsico, com algumas ilhas fabricadas pelo homem, sem verde mas, curiosamente, bucólica.
Subir o Burj Khalifa não é a única maneira de entrar no prédio, mas é a mais barata. Com apartamentos residenciais, escritórios, um hotel (o Armani), um spa e um restaurante (at.Mosphere), é possível jantar ou se hospedar no maior edifício do mundo.
A área externa do complexo, com um lago, barzinhos, e um calçadão, também é uma atração à parte. No fim do dia, quando os holofotes são acesos para iluminar o Khalifa, um balé das águas, que termina com o jato mais alto do mundo, ao atingir 150 metros de altura, faz a alegria dos turistas, que lutam para fotografar o prédio, sem cortá-lo ao meio.
Mais luxo por menos
Quem não pretende gastar entre R$ 800 e R$ 3.455 por noite para se hospedar no Atlantis ou no Burj Al Arab pode aproveitá-los por preços bem mais enxutos. O Atlantis, por exemplo, que fica na ponta do The Palm, a ilha artificial em forma de palmeira, tem um pacote que dá acesso ao Aquaventure – um parque aquático de 169 mil m² – e ao aquário, com 60 mil espécies marinhas, por R$ 160 por pessoa e pode ser adquirido no site www.atlantisthepalm.com.
Ter o nome na recepção do hotel Burj Al Arab (aquele em forma de vela) é a única forma de conhecê-lo. E para incluí-lo lá é preciso estar hospedado ou ter reserva em um dos restaurantes. O mais barato é agendar um chá da tarde (quase um almoço, na realidade), com generoso rodízio de sanduíches, bolos e doces, chás e sucos. O Afternoon Tea acontece todos os dias às 13h, 15h e 17h e custa R$ 220 por pessoa.
Hotelaria
As melhores redes hoteleiras do mundo estão em Dubai. Pesquisando bem, é possível conseguir uma ótima promoção, principalmente em julho e agosto, quando as temperaturas chegam facilmente aos 45ºC na cidade e beira os 50ºC no deserto. No inverno, alta temporada, as diárias nas redes Sheraton, Four Points, Ibis e Mercure dificilmente passam dos R$ 300 reais.
Para comer, tanto nos hotéis, como nos restaurantes nos shoppings e nas ruas, o almoço e o jantar dificilmente sairão por mais de R$ 150. Ótimos lugares, como o paquistanês Ravi’s, ou o árabe Basta Art Café, não saem por mais de R$ 50.
Manual de uso
Embora seja considerado o país mais liberal da região, os Emirados Árabes Unidos mantêm severas regras de comportamento
• Idiomas: Árabe é oficial, mas 90% das pessoas falam inglês.
• Fuso horário: São sete horas a mais do que o horário de Brasília. Durante o horário de verão, são seis.
• Vistos: Brasileiros precisam de visto para ingressar nos Emirados Árabes Unidos (EAU), que pode ser providenciado em poucos dias por agências de turismo, ou a própria companhia aérea. O formulário pede as datas da viagem e os números dos voos de ida e volta, que serão conferidos no desembarque. Informações atualizadas em www.dubaitourism.ae.
• Moeda: Dirham, cujo valor é atrelado ao dólar desde 1980; US$ 1 equivale a 3,67 dirhams. As compras são feitas na moeda local.
• Semana islâmica: Na sexta-feira, dia sagrado para os islâmicos, os bancos e a maioria dos serviços públicos fecham. Algumas atrações como museus e shoppings abrem somente à tarde.
• Relacionamento: Nos EAU, somente o casamento legitima o relacionamento entre um homem e uma mulher. Em lugares públicos, é tolerado que o casal ande de mãos dadas, mas abraços, beijos e outras demonstrações de afeto podem resultar em consequências legais. Dormir, mesmo em hotéis, com pessoas do sexo oposto, sem ser casado, também é ilegal. É preciso comprovar o relacionamento na recepção ou reservar dois quartos.
• Comportamento: As mulheres islâmicas são muito reservadas e o contato com homens de fora da família é restrito. Importunar, assediar ou tirar fotos sem permissão das muçulmanas são atitudes desaprovadas. Deve-se evitar também: dançar em público, a não ser nas boates licenciadas; fumar fora das áreas designadas; usar linguajar e gestos ofensivos, inclusive no trânsito; desrespeitar ou brincar com as vestimentas locais, bem como com os governantes e instituições.
• Vestuário: Os emiratis vestem-se com trajes tradicionais e podem sentir-se ofendidos com roupas escandalosas. Além de não expor o corpo, o vestuário não deve conter figuras ou mensagens inadequadas. As mulheres estrangeiras podem usar roupas ocidentais, não sendo obrigatório o uso do véu (exceto nas mesquitas). É recomendável cobrir os ombros e joelhos, evitando transparências e decotes excessivos. Nas praias, parques aquáticos e piscinas, são aceitos trajes de banho ocidentais (inclusive biquínis). O topless é proibido.
• Religião: Os valores da religião islâmica são muito importantes nos EAU. Mostrar desrespeito perante crenças ou práticas religiosas é considerado profundamente ofensivo e pode resultar em prisão. Durante o mês santo do Ramadan, muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol. Comer, beber, fumar, tocar música alta e dançar em locais públicos (fora dos horários apropriados) são puníveis por lei, inclusive para os não-muçulmanos. O período do Ramadan segue um calendário lunar e muda a cada ano.
Neste ritmo, daqui a alguns anos, o Guinness World Records, o livro dos recordes, deve reservar um capítulo só para Dubai. Na terra do estrondoso, os minimalistas não têm chance. Tudo, absolutamente tudo, tem que impressionar pelo tamanho, beleza e riqueza: do maior free shop do mundo, localizado no aeroporto, ao edifício mais alto do planeta, o Burj Khalifa. Só ele bateu 14 recordes mundiais.
Divulgação
O Dubai Mall tem uma versão mais sofisticada do tradicional
mercado do ouro
Serviço
Burj al Khalifa: A entrada regular custa 100 dirhams (R$ 45) para adultos e 75 dirhams (R$ 34,50) para crianças entre 4 e 12 anos. Para fugir da fila, há ingressos de acesso imediato por 400 dirhams (R$ 183) para adultos e crianças. De domingo a quarta-feira, das 10h às 22h, de quinta a sábado, das 10h às 12h. Al Mussallah Road.Show das Águas: A partir das 18h30, a cada 30 minutos, até às 22h. O show dura três minutos. Gratuito. Al Mussallah Road.
Dubai Mall: Aberto de domingo a quarta-feira, das 10h às 22h; de quinta-feira a sábado, das 10h à 24h. Entrada gratuita. Al Mussallah Road.
Dubai Aquarium: Aberto de domingo a quarta-feira, das 10h às 22h; de quinta-feira a sábado, das 10h à 24h. A entrada custa a partir de R$ 20. Al Mussallah Road.
Basta Art Café: Todos os dias, das 8h às 22h. Al FAhidi Street, Bastakiya. Informações e reservas no fone 971 4 353-5071.
Ravi’s: Todos os dias, fica aberto 24h. Al-Satwa Rd, Nr Rydges Plaza. Informações e reservas no 971 4 331 5353.
Emirados Árabes Unidos
São uma confederação de estados de grande autonomia, localizados entre Omã e a Arábia Saudita. Os sete emirados são Abu Dhabi (também capital dos EAU), Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e Fujairah.
13% dos 2,3 milhões
de habitantes de Dubai são emirates. O restante da população é composta por estrangeiros, principalmente paquistaneses e indianos. Governada desde 1833 pela dinastia Al Maktoum, a cidade é comanda pelo Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que acumula os cargos de primeiro-ministro e vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos. Atualmente, o petróleo é responsável por apenas 5% da economia. Todo emirate recebe dinheiro, educação, casa e saúde do governo. Estrangeiros não têm esse direito e podem permanecer por no máximo três anos em Dubai.Dubai pelos ares
“Neste avião estamos preparados para atendê-lo em inglês, árabe, indiano, espanhol, francês, italiano, alemão, búlgaro, chinês, catalão e esperanto...”, disse o chefe de cabine, logo após a decolagem, à 1h10, em Guarulhos. O voo da Emirates, entre São Paulo e Dubai, é uma prévia do que está por vir. Não é exagero afirmar que empresa é uma extensão aérea da cidade.Embora a classe econômica seja semelhante o das outras companhias aéreas (leia-se pouco espaço para pernas e quase zero de reclinação), o serviço de bordo, que inclui filé de cordeiro marinado em especiarias árabes, combinado com pimentões variados, grelhado no carvão e servido com molho aromatizado de canela; e o entretenimento -- 1.200 canais de filmes, séries, músicas e jogos -- ajudam, e muito, a compensar as 14 horas de voo que separam as duas cidades.
A situação do passageiro melhora ainda mais na primeira classe ou na executiva. Começa antes do embarque: o viajante pode ser apanhado em casa, por um motorista empresa, para ir até o aeroporto. Prioridade no check-in e sala VIP são elementares.
Dentro do avião, na primeira classe, as cabines são individuais. Na executiva, assentos-leito totalmente reclináveis, ambos integrados com o controle sem fio, com tela de toque e tela digital widescreen. O menu é especial e pode-se comer doces e salgadinhos o tempo inteiro. Isso sem falar no banheiro exclusivo e dos amenities Bulgari. No fim do voo, sua bagagem já foi retirada pelos funcionários. Mimo é pouco.
Serviço:
O Brasil tem duas ligações diretas, diárias, com Dubai. O avião de São Paulo parte todos os dias à 1h25, e chega a Dubai às 21h15. O voo do Rio de Janeiro parte às 03h10, e chega às 22h50. Em ambos os trechos, as passagens de ida e volta custa em torno de R$ 4 mil, na econômica, R$ 15 mil, na executiva, e R$ 30 mil na primeira classe. Mais informações pelo www.emirates.com
Com 828 metros de altura e 163 andares, o Burj Khalifa pode ser visto a 90 quilômetros de distância, e merece, obrigatoriamente, uma visita. Inaugurado em 2010, depois de seis anos de obra, o prédio – feito de concreto e aço – é a síntese dos Emirados Árabes Unidos (EAU): reúne arquitetura arrojada e muito luxo.
A aventura começa no Dubai Mall, o maior shopping do mundo. Localizado no térreo, ao lado do Burj Khalifa, esse gigantesco templo do consumo tem 1,2 mil lojas, 120 restaurantes e uma infinidade de lanchonetes. As principais redes mundiais de fast food estão lá, com preços bem mais acessíveis do que no Brasil. É preciso horas e mais horas para percorrer (e, provavelmente, se perder) nos corredores lotados de grifes famosas, uma pista de patinação olímpica e o Dubai Aquarium, um dos maiores (ah, não me diga!) aquários do mundo, com mais de 30 mil espécies marinhas.
Depois de embaralhar a cabeça com tantas vitrines, é hora de subir o Burj Khalifa. A diversão começa no elevador. Com música e luzes, demora apenas um minuto para chegar ao “At the top”, um deque de observação com 360 graus, a 442 metros do chão, no 124.º andar.
Lá de cima, Dubai parec apenas uma maquete exposta em algum escritório de arquitetura. É um canteiro de obras no meio do deserto, banhado pelo Golfo Pérsico, com algumas ilhas fabricadas pelo homem, sem verde mas, curiosamente, bucólica.
Subir o Burj Khalifa não é a única maneira de entrar no prédio, mas é a mais barata. Com apartamentos residenciais, escritórios, um hotel (o Armani), um spa e um restaurante (at.Mosphere), é possível jantar ou se hospedar no maior edifício do mundo.
A área externa do complexo, com um lago, barzinhos, e um calçadão, também é uma atração à parte. No fim do dia, quando os holofotes são acesos para iluminar o Khalifa, um balé das águas, que termina com o jato mais alto do mundo, ao atingir 150 metros de altura, faz a alegria dos turistas, que lutam para fotografar o prédio, sem cortá-lo ao meio.
Mais luxo por menos
Quem não pretende gastar entre R$ 800 e R$ 3.455 por noite para se hospedar no Atlantis ou no Burj Al Arab pode aproveitá-los por preços bem mais enxutos. O Atlantis, por exemplo, que fica na ponta do The Palm, a ilha artificial em forma de palmeira, tem um pacote que dá acesso ao Aquaventure – um parque aquático de 169 mil m² – e ao aquário, com 60 mil espécies marinhas, por R$ 160 por pessoa e pode ser adquirido no site www.atlantisthepalm.com.
Ter o nome na recepção do hotel Burj Al Arab (aquele em forma de vela) é a única forma de conhecê-lo. E para incluí-lo lá é preciso estar hospedado ou ter reserva em um dos restaurantes. O mais barato é agendar um chá da tarde (quase um almoço, na realidade), com generoso rodízio de sanduíches, bolos e doces, chás e sucos. O Afternoon Tea acontece todos os dias às 13h, 15h e 17h e custa R$ 220 por pessoa.
Hotelaria
As melhores redes hoteleiras do mundo estão em Dubai. Pesquisando bem, é possível conseguir uma ótima promoção, principalmente em julho e agosto, quando as temperaturas chegam facilmente aos 45ºC na cidade e beira os 50ºC no deserto. No inverno, alta temporada, as diárias nas redes Sheraton, Four Points, Ibis e Mercure dificilmente passam dos R$ 300 reais.
Para comer, tanto nos hotéis, como nos restaurantes nos shoppings e nas ruas, o almoço e o jantar dificilmente sairão por mais de R$ 150. Ótimos lugares, como o paquistanês Ravi’s, ou o árabe Basta Art Café, não saem por mais de R$ 50.
Manual de uso
Embora seja considerado o país mais liberal da região, os Emirados Árabes Unidos mantêm severas regras de comportamento
• Idiomas: Árabe é oficial, mas 90% das pessoas falam inglês.
• Fuso horário: São sete horas a mais do que o horário de Brasília. Durante o horário de verão, são seis.
• Vistos: Brasileiros precisam de visto para ingressar nos Emirados Árabes Unidos (EAU), que pode ser providenciado em poucos dias por agências de turismo, ou a própria companhia aérea. O formulário pede as datas da viagem e os números dos voos de ida e volta, que serão conferidos no desembarque. Informações atualizadas em www.dubaitourism.ae.
• Moeda: Dirham, cujo valor é atrelado ao dólar desde 1980; US$ 1 equivale a 3,67 dirhams. As compras são feitas na moeda local.
• Semana islâmica: Na sexta-feira, dia sagrado para os islâmicos, os bancos e a maioria dos serviços públicos fecham. Algumas atrações como museus e shoppings abrem somente à tarde.
• Relacionamento: Nos EAU, somente o casamento legitima o relacionamento entre um homem e uma mulher. Em lugares públicos, é tolerado que o casal ande de mãos dadas, mas abraços, beijos e outras demonstrações de afeto podem resultar em consequências legais. Dormir, mesmo em hotéis, com pessoas do sexo oposto, sem ser casado, também é ilegal. É preciso comprovar o relacionamento na recepção ou reservar dois quartos.
• Comportamento: As mulheres islâmicas são muito reservadas e o contato com homens de fora da família é restrito. Importunar, assediar ou tirar fotos sem permissão das muçulmanas são atitudes desaprovadas. Deve-se evitar também: dançar em público, a não ser nas boates licenciadas; fumar fora das áreas designadas; usar linguajar e gestos ofensivos, inclusive no trânsito; desrespeitar ou brincar com as vestimentas locais, bem como com os governantes e instituições.
• Vestuário: Os emiratis vestem-se com trajes tradicionais e podem sentir-se ofendidos com roupas escandalosas. Além de não expor o corpo, o vestuário não deve conter figuras ou mensagens inadequadas. As mulheres estrangeiras podem usar roupas ocidentais, não sendo obrigatório o uso do véu (exceto nas mesquitas). É recomendável cobrir os ombros e joelhos, evitando transparências e decotes excessivos. Nas praias, parques aquáticos e piscinas, são aceitos trajes de banho ocidentais (inclusive biquínis). O topless é proibido.
• Religião: Os valores da religião islâmica são muito importantes nos EAU. Mostrar desrespeito perante crenças ou práticas religiosas é considerado profundamente ofensivo e pode resultar em prisão. Durante o mês santo do Ramadan, muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol. Comer, beber, fumar, tocar música alta e dançar em locais públicos (fora dos horários apropriados) são puníveis por lei, inclusive para os não-muçulmanos. O período do Ramadan segue um calendário lunar e muda a cada ano.
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