Ceia farta, mas com economia
Alimentos típicos da festa natalina variam até 76% nos
supermercados de Curitiba. Para gastar menos, vale cada familiar ajudar com um
prato
Publicado em 11/12/2012 | João Pedro Schonarth
INFOGRÁFICO: Confira a diferença de preços dos produtos típicos desta época nos mercados da capital
Na ponta do lápis
Veja as recomendações dos especialistas para montar uma ceia com economia• Faça uma lista de todos os produtos que serão usados na ceia, com base no número de convidados, e compre aos poucos.
• Pesquise os preços entre supermercados e também entre outros estabelecimentos que possam vender os produtos.
• Aproveite as promoções durante as compras semanais.
• Se quiser chocotones e panetones de tamanhos maiores, não deixe a compra para a última hora. Eles acabam rápido e os que sobram ficam mais caros.
• Bebidas são difíceis de comparar, porque nem todos os supermercados têm a mesma oferta. Entretanto, é fundamental pesquisar valores em compras de grandes quantidades.
• Experimente novas bebidas na seção de degustação do mercado: às vezes uma marca mais barata pode surpreender.
• Se o orçamento permitir, encomende a ceia de Natal e se desobrigue da preparação.
• Veja entre os participantes da ceia se nenhum recebeu uma cesta da empresa, para tirar itens da lista de compras.
• Faça a compra de Natal no supermercado que tiver os itens mais caros em oferta.
Última hora
Uma estratégia do varejo é colocar as bebidas típicas de fim de ano em evidência apenas próximo das datas festivas. Apesar do gosto pessoal, uma dica nesse caso é prestar atenção nas ações promocionais. Vai que a opção mais barata agrada ao paladar.A maior diferença, de 76%, foi verificada no quilo da manga. Fruta da época do final de ano, seu quilo é vendido com valores entre R$ 1,69 e R$ 2,99. Outras grandes variações foram registradas no quilo do pernil suíno, da uva, do panetone e do chocotone. A menor diferença encontrada foi no quilo do peru, de 5% – o preço varia de R$ 11,98 a R$ 12,58, valor praticado por quatro dos seis supemercados analisados.
A lista de compras, companheira de todo o ano, deve estar presente também durante as festas. Emerson Fabris, presidente do Instituto de Educação em Gestão Familiar, lembra que uma boa pesquisa baseada na lista do que será preciso para a ceia ajuda a economizar. “Uma ceia que reúne umas 15 pessoas vai custar pelo menos entre R$ 300 e R$ 400. Para diminuir o custo, além de pesquisar, o ideal é conversar com a família, para dividir os custos”, ressalta.
Panetones e chocotones, com diferença de preços de 28% e 29% entre os supermercados, respectivamente, têm uma características, segundo o coordenador do Disque-Economia, Henry Lira. “As embalagens maiores, de 750 gramas, por exemplo, são produzidas em menor escala. Por isso, logo somem da prateleira e as que sobram têm aumento de preço. O recomendado é que alimentos não perecíveis sejam comprados assim que surjam as ofertas”, pondera.
Para a coordenadora do Projeto de Orçamento Familiar da UFPR, Ana Paula Mussi Cherobim, uma das maneiras para economizar é comprar os itens mais caros, como as carnes, por exemplo, em supermercados onde eles estão mais em conta – com isso, o valor geral acaba se diluindo e o consumidor diminui os gastos. “Além disso, é possível verificar no grupo se alguém ganhou alguma cesta de Natal da empresa, para diminuir os produtos a serem comprados. Mesmo sendo um período de muita correria, é muito importante pesquisar”, destaca Ana Paula.
Preferências
No caso das bebidas, o gosto pessoal dificulta a pesquisa de preço
Frisante, espumante, gaseificado, filtrado, champanhe... A hora de comprar a bebida que vai acompanhar as festas de fim de ano já é recheada de termos e denominações que podem confundir o consumidor. Outro fator que dificulta a comparação de itens entre supermercados é que, ao contrário das unânimes aves de Natal, as bebidas são mais pessoais e podem ser compradas para diferentes ocasiões.
Henry Lira, coordenador do Disque-Economia, ressalta ainda que há algumas marcas que estão disponíveis em um ou outro supermercado, o que complica a pesquisa e comparação. “Além disso, sabemos que há muitos mercados que só vão colocar à disposição as principais bebidas depois do dia 15 de dezembro. É uma questão mais de gosto pessoal e do bolso do consumidor”, avalia.
Há algumas estratégias, porém, para chegar ao equilíbrio entre gosto pessoal e bolso. Uma delas, segundo Ana Paula Mussi Cherobim, coordenadora do Projeto de Orçamento Familiar da UFPR, é aproveitar a época de degustação de bebidas nos supermercados. “Às vezes a marca mais barata pode ser agradável e trazer economia: vale a experimentação. Bebidas alcoólicas são mais pessoais e marcas que têm em um supermercado podem não ter em outros, o que dificulta a comparação”, explica.
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