terça-feira, 9 de dezembro de 2014

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Medina dorme com o inimigo no Havaí. E ainda faz concessões
Rafael Regis
Do UOL, no Havaí               

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Gabriel Medina47 fotos

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Gabriel Medina dá show de surfe em sua estreia na elite mundial, na Califórnia Divulgação/ASP

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Dormindo com o inimigo. O título do clássico filme estrelado por Julia Roberts poderia ser facilmente parodiado para a realidade de Gabriel Medina nesta temporada havaiana, em que o brasileiro está hospedado na mesma casa que seu principal concorrente ao título mundial, o australiano Mick Fanning.
Isso acontece porque a etapa que encerra a temporada tem um problema curioso em relação as outras paradas do tour: simplesmente não tem onde ficar no North Shore de Oahu. Nem hotéis, nem pousadas bem localizadas.  Por isso, para deixar seus atletas próximos da famosa bancada de Pipeline, as marcas patrocinadoras compraram grandes casas nas areias de Banzai Beach. E a mansão de madeira da Rip Curl nunca foi tão vigiada como nesta temporada, ao ponto do padrasto de Medina colocar uma placa na porta pedindo sossego aos jornalistas! Tudo por uma privacidade extremamente difícil de se conseguir no Norh Shore, mas que sobra em um canto específico da casa da Rip Curl: o quarto máster.
Suíte ampla, reservada e com sacada com vista para o mar, perfeita para se focar na busca pelo título mundial. Por ser único na casa, o quarto máster ainda agrega o valor de ser destinado apenas ao principal surfista do patrocinador. E é aí que o Pipe Masters poderia ter começado fora da água.
Quem deveria ficar com o quarto? O tricampeão do mundo que está há 14 anos no circuito ou o jovem fenômeno que está com uma mão na taça da ASP e tem tudo para estabelecer um reinado no surf mundial?
"Não tenho nada a ver com isso! Me deixe fora dessa!", exclamou sorrindo o australiano Matt Wilkinson, surfista da elite que é companheiro de equipe dos dois e que também está hospedado na casa.
Nas últimas temporadas, Mick Fanning sempre ficou com o quarto. Aliás, foi dormindo nessa suíte que o australiano conquistou seus três títulos mundiais. Mas a Rip Curl sabe do impacto que um título de Medina pode ter para o futuro da companhia. Por isso, assim como Wilkinson, os diretores da marca preferiram evitar a escolha e ofereceram uma casa diferente e inteira para Gabriel Medina e sua família. O surfista brasileiro, porém, declinou a oferta, dizendo-se confortável em ficar com o mesmo quarto do ano passado.
Gabriel é um grande fã de Mick Fanning e já disse no passado admirar a simpatia e o profissionalismo do australiano. E essa não é a primeira vez que eles dividem o espaço, já estiverem em muitas ações e viagens juntos e, apesar dos 12 anos que os separam, a relação entre os atletas é muito boa.
"Os dois  são muito tranquilos e estão bem concentrados em si mesmos, eles tem um plano sobre o que querem fazer e estão focados nisso. E eu só não quero atrapalhar", relatou Matt, que passa longe de ser um exemplo de tranquilidade.
Sarrista, conhecido pelas farras e festenças, o surfista não é um modelo convencional de atleta, mas promete que suas peripécias não atrapalharão a corrida pelo título. "Nós não fazemos festas na casa com merd** sérias acontecendo na casa", garante tentando fingir seriedade.
Festa mesmo somente a do título mundial, que Matt não arrisca prever quem será o dono: "Eu não sei, os dois estão super focados e querem muito esse título, eles são incríveis! Gabriel vai surfar para a esquerda (Pipe) e Mick para a direita (Backdoor) então vai ser uma batalha interessante, com certeza".
Vença quem vença, não há dúvidas de que Medina e Fanning preferem que a champanhe do título mundial seja estourada no quintal da Rip Curl e não mais uma vez no recanto privado de Robert Kelly Slater, outro perigo que mora ao lado.
Seja pra qual dos dois, Medina e Mick já sabem onde querem que seja a festa do título mundial.
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Manobras radicais de Gabriel Medina10 fotos

9 / 10
Ponto de entrada na onda é fundamental para ter boa pontuação Divulgação/ASP

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